Astrônomos descobrem novo planeta em potencial preso em 'espiral da morte'

Por Redação | 10 de Junho de 2016 às 12h04
photo_camera Reprodução/Science Alert

Astrônomos disseram ter descoberto um novo planeta em potencial que pode ser um dos mais jovens da nossa galáxia. Batizado de "PTFO8–8695 b", o astro tem uma característica que o torna único: ele orbita uma estrela a 1.100 anos luz da Terra, mas sua proximidade com ela o coloca em uma situação de risco.

Com uma órbita que leva apenas 11 horas para ser completada, essa Júpiter quente (termo para planetas quentes com grandes massas e curtos períodos orbitais) parece estar presa em uma espiral da morte.

Os pesquisadores acham que o "PTFO8–8695 b" está lentamente perdendo suas camadas externas, que estão sendo arrancadas pela gravidade da estrela. "Poucos planetas conhecidos têm órbitas curtas desse jeito, mas como essa estrela tem apenas 2 milhões de anos, esse exemplo é um dos mais extremos", disse o astrônomo Christopher Johns-Krull da Rice University.

Enquanto o status de planeta ainda precisa ser confirmado cientificamente, a juventude do "PTFO8–8695 b", junto com suas características azarentas, sugerem que o astro em questão é especial.

"Não temos uma prova absoluta de que esse é um planeta porque não temos uma medida certa de sua massa. Nós comparamos nossas evidências contra todos os cenários possíveis e imagináveis, e o peso da evidência sugere que esse é um dos planetas mais jovens que já observamos", disse Johns-Krull.

De qualquer modo, a lista de planetas está aumentando cada vez mais. Recentemente, cientistas da NASA publicaram uma lista com 1.284 exoplanetas identificados, somando aos 3.432 já conhecidos. A maioria desses exoplanetas orbitam estrelas já na "meia idade", como o nosso sol, que já tem 4,5 bilhões de anos. Porém, nem sempre é fácil estudar, ou mesmo achar, novos corpos celestes como esses.

Segundo Johns-Krull, não há muitas estrelas jovens conhecidas para serem observadas em telescópios. E como estrelas jovens são relativamente ativas, com fortes campos magnéticos e produção frequente de explosões visuais, é mais complicado para os pesquisadores medirem seguramente se elas são orbitadas por planetas.

No fim das contas, ninguém ainda sabe o destino desse do "PTFO8–8695 b". "Não sabemos o que acontecerá com ele. Ele provavelmente se formou distante da estrela e migrou até um ponto onde está sendo destruído. Nós sabemos que planetas com órbitas próximas de estrelas de meia idade estão presumivelmente em órbitas estáveis. O que não sabemos é o quão rapidamente esse jovem planeta irá perder sua massa e se conseguirá sobreviver", concluiu o pesquisador.

Via: Science Alert

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