Agência SpaceX pretende lançar foguete mais potente do mundo ainda este ano

Por Redação | 09.05.2016 às 19:35

A agência SpaceX planeja um voo inaugural para o foguete Falcon Heavy, que deverá superar os antecessores em capacidade de carga. Ainda que não esteja definida a carga que será transportada, o lançamento está previsto para novembro.

O principal propósito do Falcon Heavy e dos concorrentes predecessores Ariane5 e Delta-4 Heavy é lançar cargas para a órbita da Terra. Um dos diferenciais do Falcon, inclusive, é a habilidade de levar mais carga para as órbitas geo-estacionárias (GTO), ocupadas por satélites de comunicação e de clima. Segundo Gwynne Shotwell, presidente e CEO da SpaceX, algumas empresas já demonstraram interesse em participar do primeiro voo.

A SpaceX disse que o primeiro voo será muito útil, à medida em que utilizarão a experiência para demonstrar aos clientes comerciais a capacidade de lançar uma carga para a GTO, onde clientes importantes da Space X lançaram satélites, ou demonstrar que o projeto vai ao encontro dos interesses da segurança nacional.

Os satélites de segurança nacional, por sua vez, requerem capacidades diferentes dos comerciais. Por serem ultrassecretos e monitorarem informações, eles precisam ser posicionados nas GTOs, evitando as altitudes mais baixas dos comerciais.

Em comparação, o Falcon Heavy poderá carregar 22,2 toneladas, enquanto o Delta-4 Heavy transporta 14,2 e o Ariane5 10,5 toneladas, respectivamente. O Falcon Heavy é composto basicamente por quatro unidades do Falcon 9, seu irmão mais velho, somando ao todo 27 motores separados. No entanto, boa parte do espaço de carga será utilizada para combustível extra, que vai garantir a recuperação do foguete para reuso. De qualquer maneira, o Falcon Heavy será o foguete mais potente já criado.

Além da questão da carga que será lançada, mais informações a respeito da data são necessárias. Pode ser que haja um atraso, como foi o caso do Falcon 9 em 2013, que se deu em função das dificuldades de aterrissagem e recuperação do foguete. A vantagem, desta vez, é que muito já foi aprendido com a experiência do Falcon 9 – que, vamos combinar, já passou por algumas situações desastrosas.