Vivemos numa realidade simulada? Cientistas acreditam ter conseguido a resposta

Por Redação | 28 de Novembro de 2013 às 07h50

Se você acredita na franquia Matrix, deve achar que nosso cotidiano não passa de uma simulação gerada por um computador super poderoso. E esta linha de pensamento pode não ser mera ficção científica: "raios cósmicos" podem nos ajudar a descobrir se estamos realmente vivendo num universo simulado.

De acordo com a revista Discovery, físicos podem nos dar uma maneira de testar se vivemos numa Matrix estudando a radiação vinda do espaço. Raios cósmicos são as partículas mais rápidas que existem e se originam em galáxias muito distantes. Elas sempre alcançam a Terra com um determinado nível máximo de energia e, sendo assim, dão a entender que esses níveis são pré definidos, específicos e controlados por uma força externa.

Cientistas conseguiram simular o nível de energia das partículas, o que pode indicar que a mesma coisa pode acontecer com todo o universo. Muitos esforços para descobrir se vivemos numa Matrix foram criados e em 2003 o filósofo Nick Bostrom sugeriu que estamos numa simulação de computador. Porém, somente ano passado foram realizados testes que podem comprovar que vivemos num universo simulado.

Silas Beane, um físico nuclear da Universidade de Washington, em entrevista para a Discovery, disse que tudo pode não passar de algo como um "sonho dentro de um sonho", já que nossos simuladores podem ser simulações também. Isso pode fazer com que tudo que sabemos sobre ciência perca o sentido, como as leis da natureza, que podem ser baseadas numa lei artificial que os simuladores criaram. Alguns acadêmicos, porém, são céticos quanto a "Teoria Matrix".

O professor Peter Millican, da Universidade de Oxford, acha que a teoria é falha por ela supor que super mentes são capazes de fazer coisas que nós, meros humanos, também conseguimos e que não podemos concluir que uma estrutura em grade é a evidência de uma realidade simulada só porque os cientistas implementaram uma simulação de realidade usando grades. Porém, ele também acredita que é benéfico conduzir pesquisas a respeito desta teoria.

Segundo ele, esta é uma ideia interessante e que é sadio ter alguns pensamentos malucos. Ele acredita que não devemos censurar algo por parecer razoável ou não, já que alguns importantes avanços soaram como maluquice no início. Mas e você, de que lado está? Acha que estamos vivendo numa enorme simulação?

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