Tecnologia e humanos: será que, um dia, robôs ameaçarão o homem?

Por Redação | 27 de Novembro de 2012 às 16h26

Haverá um dia em que os computadores serão tão desenvolvidos a ponto de se tornarem mais inteligentes que os humanos que os criaram? Máquinas poderiam dominar o homem e, consequentemente o mundo? Ou será que isso não passa de ficção científica?

Estudiosos e cientistas da Universidade de Cambridge acham que estas questões merecem atenção e um estudo sério deve ser realizado. Foi proposto um Centro para o Estudo de Riscos Existentes, que reunirá especialistas no assunto para considerar todas as maneiras pelas quais a tecnologia superinteligente, incluindo a inteligência artificial, poderia "ameaçar nossa própria existência", disse a instituição neste último domingo (25). Saiu na NBC News.

"Em caso de inteligência artificial, parece razoável predizer que, em algum momento deste ou do próximo século, tal inteligência irá ultrapassar as barreiras da biologia", diz o professor de filosofia de Cambridge, Huw Price.

Quando isso acontecer, "não seremos mais as coisas mais inteligentes", completou o professor. E nos arriscaremos a estar à mercê de "máquinas que não são maliciosas, mas cujos interesses não nos incluem".

O medo de que as máquinas passem à frente dos humanos é um dos principais assuntos da ficção científica, desde muito tempo. O computador HAL 9000, do filme "2001: Uma odisseia no espaço", é um dos exemplos mais conhecidos de ameaças feitas pela máquina contra o homem.

O professor Price ressalta que a maioria das pessoas acham suas preocupações um tanto forçadas, mas ele insiste que os riscos potenciais da tecnologia são sérios demais para serem ignorados. E reforça: "O que estamos tentando fazer é colocar essa questão na respeitável comunidade científica". Segundo ele, não conhecemos a seriedade dos riscos, não podemos predizer quanto tempo levará para que o perigo, de fato, ocorra.

Enquanto afirma que a natureza destes riscos seja difícil de avaliar, o professor Price diz que a tecnologia avançada pode ser uma ameaça a partir do momento em que os computadores começam a direcionar recursos para seus próprios objetivos, em detrimento das preocupações humanas, como a sustentabilidade ambiental, por exemplo.

Ele comparou os riscos com a maneira que humanos têm utilizado para ameaçar a sobrevivência de outros animais, utilizando e destruindo recursos naturais de que eles também dependem.

Price é o cofundador do projeto, ao lado dos professores da Universidade de Cambridge Martin Rees e Jann Tallinn, de cosmologia e astrofísica, respectivamente. Tallinn é, inclusive, um dos fundadores do Skype.

A Universidade anunciou neste domingo que o lançamento do centro de estudos está previsto para o próximo ano.

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