Tecidos humanos já são desenvolvidos em laboratório

Por Redação | 03 de Setembro de 2012 às 08h05

Durante uma conferência em Berlim, Nina Tandon, pesquisadora sênior do Laboratório de Células-Tronco e Engenharia de Tecidos na Universidade Columbia, afirmou que a terceira idade da medicina está começando.

Segundo o CNet, na primeira idade - que representa a maior parte da história humana - tivemos apenas um entendimento primitivo do corpo. A segunda idade começou com as primeiras máquinas de diálise, em 1924, e vai até os procedimentos atuais de substituição de órgãos que dependem de doadores humanos e limitados, pelo fato de que muitos tecidos são rejeitados pelo corpo onde estão sendo transplantados. Já a terceira idade constrói materiais de reposição por meio da engenharia de tecidos.

Até agora seu trabalho se concentrou em persuadir células em atividade com impulsos elétricos dentro do que ela chama de biorreator. Em um de seus trabalhos Nina mostra um vídeo de um cubo pulsante, que ela diz ser um tecido cardíaco de rato criado em laboratório.

"Nós temos alguns produtos da engenharia de tecidos no mercado", disse ela, incluindo uma bexiga substitutiva. Os primeiros produtos são tecidos relativamente inativos, tais como traquéias, disse ela, acrescentando que "a cartilagem é provavelmente o próximo".

Tecidos artificiais têm aplicações menos glamourosas do que os originais, mas igualmente úteis, disse Nina. Por exemplo, os pesquisadores poderiam usá-los para testar novas drogas em tecido humano real, não apenas em outros animais.

"Nós poderíamos encolher o tempo que leva para descobrir novas terapias", disse ela.

Nina ainda diz que com os tecidos artificiais, médicos pesquisadores poderão estudar problemas de saúde de uma maneira nova. "Se crescer mais tecidos doentes no laboratório, podemos aprender muito mais sobre os mecanismos e curas de doenças."

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