Sonda europeia vai aterrissar em cometa durante voo

Por Redação | 20.01.2014 às 14:17

A última fase de um ambicioso projeto iniciado em 2004 pela Agência Espacial Europeia começa nesta segunda-feira (20). A sonsa Rosetta, que está viajando pelo Sistema Solar desde 2004 em estado de hibernação, voltará a funcionar em preparação para realizar o primeiro pouso em um cometa durante o voo, marcado para acontecer em meados de agosto.

Voando pelo espaço há dez anos, e em modo de economia de combustível há dois e meio, a Rosetta já foi responsável por experimentos importantes. Ela já comprovou o impulso gravitacional da Terra por três vezes e foi responsável por descobertas semelhantes relacionadas a Marte. Agora, porém, ela se aproxima de sua missão principal.

Após “acordar”, a sonda passará por uma série de testes para comprovar seu pleno funcionamento. Após apontar sua antena de transmissão para a Terra, ela ligará seus instrumentos científicos um a um, de forma que a ESA possa confirmar que ela está apta para o trabalho. Após isso, em maio, começa a preparação para o pouso.

Daqui a quatro meses, quando estiver a cerca de dois milhões de quilômetros do cometa 67P/Churyumob-Gerasimenko, descoberto em 69, a Rosetta irá corrigir sua velocidade e trajetória enquanto fotografa o alvo. Em agosto, ela estará próxima o suficiente para analisar a superfície e detectar o melhor lugar para o pouso, liberando um veículo chamado Philae de seu interior.

O carro se fixará à superfície por meio de arpões, devido à ausência de gravidade, e usará instrumentos para recolher amostras, tirar fotos e analisar ondas de rádio provenientes do núcleo do cometa. A missão, porém, não durará muito tempo devido à quantidade de poeira e, uma vez que o Philae estiver coberto por ela, deixará de funcionar. A Rosetta, por outro lado, continuará orbitando o 67P por pelo menos um ano.

A ideia, afirma o cientista Matt Taylor à agência EFE, é analisar um corpo do tipo por um longo período de tempo. Segundo ele, essa é a primeira vez que isso será feito. Para os envolvidos no projeto, os cometas podem ser considerados como os “veículos” que transportaram água e outros materiais à Terra, possibilitando a aparição de vida no planeta.