Sistema estelar composto por 3 corpos celestes intriga cientistas

Por Redação | 10.01.2014 às 07:30

Um estudante de graduação norte americano fez uma descoberta que pode mudar a maneira como estudamos e entendemos a gravidade e o funcionamento do Universo: um sistema estelar composto por apenas três estrelas – duas anãs brancas e uma pulsar – que pode "violar" o princípio da equivalência da Teoria Geral da Relatividade de Albert Einsten.

Pelo princípio da Equivalência, o efeito da gravidade em um corpo independe da sua natureza ou estrutura interna. É por isso que um elefante e uma maçã, desprezando-se a resistência do ar, quando soltos de uma mesma altura, caem ao mesmo tempo e com a mesma velocidade.

Tendo em vista este princípio, a interação gravitacional desses três corpos celestes deveria ser igual. Uma das estrelas é uma pulsar – categoria que emite pulsos de radiação em intervalos bem pequenos, regulares e definidos – e a medição dos pulsos, na ordem dos milissegundos, poderá dar informações sobre a interação gravitacional desses corpos.

Tal sistema conta com uma anã branca e a pulsar interagindo entre si, e esse binário está em orbita com a segunda anã branca. Caso o princípio da equivalência seja verdadeiro, os dois corpos do binário terão a mesma influência gravitacional da segunda anã branca. Mas se os cientistas detectarem diferenças, então isso será uma indicação de que há algo errado com o princípio, e poderia levar a uma revisão geral da Teoria da Relatividade.

Sistema de tres estrelas

Concepção artística do sistema. Repare na estrela vermelha ao fundo.

A descoberta foi feita utilizando diversos telescópios e satélites e de várias instituições pelo mundo, e os cientistas dizem que este é um dos melhores laboratórios existentes para se estudar o funcionamento do universo. Eles conseguiram inclusive criar um modelo computacional que simula as interações do sistema, e com isso é possível prever com precisão métrica o movimento das estrelas.