Satélite brasileiro de R$ 270 milhões falha no lançamento e cai na Terra

Por Redação | 09.12.2013 às 15:00
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O Ministério da Ciência e Tecnologia confirmou nesta segunda-feira (9) que o satélite brasileiro CBERS-3 caiu na Terra horas após ter sido lançado pelo Centro de Lançamento de Satélites de Taiyuan, na província de Shanxi, na China. O projeto custou R$ 270 milhões e é uma parceria entre o Brasil e o país asiático, com o objetivo de melhorar a observação do desmatamento na Amazônia.

O satélite foi lançado à 1h26 pelo horário de Brasília (11h26 em Pequim) de hoje. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), houve uma falha de funcionamento durante o voo do Longa Marcha 4B, o foguete responsável por levar o satélite ao espaço. A falha teria causado um mau posicionamento do satélite na órbita prevista – como se ele seguisse o caminho errado previsto pela equipe –, obrigando o veículo a voltar ao planeta.

Nesta madrugada, o INPE chegou a publicar uma nota dizendo que o lançamento do satélite havia sido um sucesso, mas tempo depois veio a informação de que o satélite não estava na órbita correta. De acordo com o INPE, "os dados obtidos mostram que os subsistemas do CBERS-3 funcionaram normalmente durante a tentativa de sua colocação em órbita".

Técnicos brasileiros acompanharam o lançamento remotamente (via conferência) do Centro de Controle de Satélites do Instiituto em São José dos Campos, em São Paulo. Uma comitiva brasileira participou ao vivo do centro de lançamento chinês. Estavam nessa visita o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, o ministro de Ciência e Tecnologia, Marco Antonio Raupp, e o diretor do INPE, Leonel Perondi.

O programa Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS, na sigla em inglês) é uma parceria de 25 anos entre Brasil e China. Cada país cuida de 50% do projeto (construção, testes), mas o lançamento do satélite ao espaço é de 100% de responsabilidade da China. Ao todo, já foram lançados três satélites (CBERS-1, CBERS-2 e CBERS-2B), sendo que o CBERS-3 iria substituir o CBERS-2, que parou de funcionar. Todos os satélites anteriores operaram adequadamente e cumpriram suas missões, como informa o INPE.

O CBERS-3 possui uma série de equipamentos que permite fotografar, rastrear e registrar vários tipos de imagens com resolução superior às versões anteriores, como atividades agrícolas, desmatamento de florestas, incêndios, mudanças na vegetação, recursos hídricos e a expansão humana.