Robô de sonda Rosetta faz pouso histórico em cometa

Por Redação | 12 de Novembro de 2014 às 16h23
photo_camera Gizmodo

Se você já assistiu a filmes como Interestelar e outras ficções científicas espaciais, certamente alimentou a fantasia de um dia a humanidade chegar a outros planetas. Acontece que a ciência caminha a passos um tanto quanto pequenos, mas sempre impressionantes. Dessa maneira, antes de chegar em novos mundos, há pequenos obstáculos a serem vencidos – a volta à Lua seria um bom exemplo disso.

Acontece que uma grande novidade está aguçando a curiosidade de muita gente ao redor do mundo, significando um obstáculo a menos para a ciência. E tudo isso pode ser acompanhado ao vivo pelo site da Agência Espacial Europeia (ESA), já que a humanidade conseguiu levar uma nave até um cometa. É a primeira vez que algo feito por um ser humano pousou em um corpo celeste deste gênero, dando mais uma amostra da capacidade das viagens espaciais.

Uma viagem distante

O nome da nave espacial não tripulada em questão é Rosetta, personagem principal de uma aventura que começou há uma década. O veículo viajou por mais de 6 milhões de quilômetros e pousou nesta quarta-feira (12) no Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko – um corpo celeste feito de rocha e gelo, orbitando entre a Terra e Júpiter. Por conta da sua posição, Rosetta precisou descrever uma longa rota circular e utilizando a gravidade de planetas para chegar ao seu destino.

O momento mais perigoso de toda a viagem foi o momento em que o equipamento estava orbitando o Cometa 67P e iria ejetar a Philae, máquina responsável por fazer as medições e análises no local em questão. Isso porque a nave realizou uma queda de sete horas e em alta velocidade – definidas como as "sete horas de terror" -, em que qualquer erro poderia colocar os últimos dez anos a perder.

Ok, mas e qual é o motivo?

Neste momento, muita gente pode acreditar que essa viagem cara e longa é algo inútil. Acontece que a verdade não poderia ser mais diferente. A equipe de pesquisadores por trás desse projeto levou máquinas até o cometa para estudar o início do universo e, quem sabe, até mesmo o surgimento da vida. Isso porque cometas são exemplares quase intocados da época em que o universo ainda não contava com planetas, mas apenas com gases e poeira.

Os estudos vão ser conduzidos até agosto de 2015, momento em que o 67P vai chegar o mais perto possível do Sol, derretendo grande parte do seu “corpo” e, com isso, o Philae. Por agora, só nos resta desejar sorte aos estudiosos e esperar pelos resultados obtidos.

Você pode assistir a transmissão completa no vídeo abaixo:

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