Projeto permite doar excedente de energia computacional do seu Android à ciência

Por Redação | 29.07.2013 às 08:10

Você não é cientista, mas adoraria colaborar com pesquisas que possam mudar a realidade do nosso planeta? Os cientistas-cidadãos estão se unindo aos pesquisadores do World Community Grid, da IBM, e do projeto Einstein@Home doando o poder excedente de processamento dos seus dispositivos Android para ajudar na condução de novas pesquisas. As informações são do CNET.

A computação voluntária se voltou nos últimos anos ao excesso de energia produzido por desktops e notebooks, mas com o avanço dos smartphones e tablets, e de sua autonomia de energia, faz total sentido começar a aproveitar o excedente de todo esse processamento.

Os interessados em contribuir com as pesquisas científicas e fazer doações do poder de processamento excedente devem apenas ter um aparelho equipado com Android 2.3 ou superior. Os usuários deverão fazer o download da última versão do aplicativo BOINC (Berkeley Open Infrastructure for Network Computing) na Google Play e escolher para qual projeto gostaria que colaborar. Mas, você não precisa se preocupar com questões como redução da duração da sua bateria e nem com o gasto de dados, já que os aparelhos com o BOINC instalados só participarão do projeto quando estiverem conectados a uma rede Wi-Fi e com suas baterias com mais de 90% de carga.

O projeto FightAIDS@Home, baseado no World Community Grid, da IBM, é tocado por cientistas do Olson Laboratory at the Scripps Research Institute e está em busca de novos medicamentos para combater o vírus HIV, bem como a composição química necessária para bloquear três enzimas do vírus. O Grid, que já foi utilizado em pesquisas sobre a cura do câncer, da malária e de outras doenças, compreende mais de 2,3 milhões de computadores usados por mais de 600 mil pessoas e instituições espalhadas por 80 países para acelerar mais de 20 projetos de pesquisa.

Já o projeto Einstein@Home é comandado pelo Max Planck Institute for Gravitational Physics, na Alemanha, cuja aplicação que analisa os dados captados pelo maior radiotelescópio do mundo, localizado em Porto Rico, irá utilizar o poder dos aparelhos Android para buscar por novos pulsares de rádio através de suas emissões de ondas eletromagnéticas pulsadas. Quanto mais poder de computação reunido, mais rápida e sensitiva se torna a pesquisa para entender melhor como as estrelas e o universo evoluem.