Projeto de U$ 1 bilhão pretende cavar um buraco até o manto da Terra

Por Redação | 04 de Outubro de 2012 às 12h45

Com coragem, determinação e investimentos suficientes, os cientistas poderão operar brocas gigantescas para penetrar a superfície terrestre até chegar ao manto, no início da década de 2020, trazendo amostras que podem guardar pistas sobre a origem de nosso planeta. O esforço feito para alcançar o coração da Terra seria um dos maiores empreendimentos da história da ciência.

Penetrar a crosta terrestre até alcançar as camadas mais internas do planeta significa perfurar, no mínimo, 6 km do fundo do mar. Tal atividade exigiria total segurança na atracação de um navio gigantesco nas partes mais profundas do Oceano Pacífico. O buraco teria apenas 30 centímetros de diâmetro e todo o esforço custaria pelo menos 1 bilhão de dólares, ou 2 bilhões de reais, aproximadamente. Tal investimento ainda não foi conseguido.

Mas já existem boas notícias a respeito desta façanha: o suposto explorador do manto terrestre, o navio de investigação japonês Chikyu, já estabeleceu novos recordes mundiais em termos de escavação, perfurando a superfície terrestre e criando o buraco mais profundo do mundo, com 2,2 quilômetros para dentro do planeta. E o Chikyu pode alcançar distâncias ainda maiores com sua broca. Mesmo assim, a tecnologia precisa desenvolver um pouco mais neste setor. De acordo com a CNN, as brocas do Chikyu duram apenas 50 ou 60 horas em atividade, até que sofram desgaste total e necessitem ser trocadas.

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Damon Teagle, um geólogo da Universidade de Southampton, no Reino Unido, disse à CNN que seria um investimento gigantesco: "Seria o equivalente a pendurar uma corda de aço com a espessura de um fio de cabelo humano até o fundo de uma piscina, para depois inseri-la em um dedal de 0,1 mm de largura", comparou Teagle.

O buraco mais profundo da Terra, atualmente, possui 12.376 metros de extensão e está localizado no leste da Rússia. A perfuração foi realizada pela Exxon Mobil, em agosto. Mesmo assim, ele está longe do manto do planeta e não é diretamente vertical - mas já serve como embasamento para mostrar que perfurar a Terra até chegar em seu centro pode ser uma tarefa viável.

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