Projeto Marte: voluntários do Mars One vão ficar isolados do mundo durante 1 ano

Por Redação | 04 de Novembro de 2013 às 08h10
photo_camera Divulgação

O sonho do homem de chegar ao planeta vermelho está cada vez mais próximo de se tornar realidade. E caso você não tenha lido, uma das novidades sobre essa exploração é a Mars One, uma organização holandesa sem fins lucrativos que planeja enviar à Marte um grupo de terráqueos com apenas uma passagem de ida.

Agora, alguns participantes dessa ideia ousada darão início a uma parte importante do projeto, a missão "Mars Arctic 365". De acordo com o site Space, seis voluntários vão passar um ano inteiro isolados do resto do mundo, vivendo em uma estação de pesquisa na Ilha Devon, no Canadá. O local fica a 1.450 quilômetros do Polo Norte e a simulação começará em julho de 2014.

Assim como os astronautas, os membros da tripulação farão experimentos para simular a vida em Marte. Os testes incluem estudos geológicos da área, coleta de amostras de materiais e relatórios científicos relevantes para a exploração humana no planeta vizinho à Terra. É quase uma prova de fogo para determinar se o ser humano está mesmo preparado para habitar outros locais do espaço.

A Mars One afirma que qualquer pessoa pode se candidatar para participar dessa missão, mas conhecimento em áreas como engenharia e geologia contam como pontos positivos. Os interessados devem se inscrever até o dia 30 de novembro através de um formulário por e-mail. Todas as informações estão no site oficial do projeto (em inglês).

O Canaltech conversou com um dos prováveis tripulantes dessa missão. Confira no vídeo abaixo:

Viagem sem volta

Fundada em junho de 2012 pelo empreendedor holandês Bas Lansdorp, a Mars One se intitula como "uma organização sem fins lucrativos que levará a humanidade à Marte em 2023, para estabelecer uma base permanente onde iremos prosperar, crescer e aprender". A expectativa é que a partir de 2023, 24 colonizadores já estejam habitando definitivamente o planeta.

Mais de 200 mil pessoas de 140 países se inscreveram para fazer parte do grupo de primeiros colonizadores de Marte em uma viagem sem volta. O maior grupo de interessados vem dos Estados Unidos, com 24% das inscrições, que começaram em abril. O projeto tem custo de US$ 6 bilhões (R$ 13,7 bilhões) e recebeu patrocínio de diversas empresas europeias e norte-americanas das áreas de engenharia, tecnologia e outras, além do apoio do vencedor do Prêmio Nobel de Física de 1999, o físico holandês Gerard 't Hooft.

Diferente de astronautas profissionais, que costumam treinar durante vários anos antes de saírem da Terra, os candidatos ao projeto Mars One só devem cumprir alguns pré-requisitos bem genéricos, como ser fluente em alguma das onze línguas mais faladas do mundo (além do inglês, que será a língua oficial da colônia), ser uma pessoa adaptável, resistente, criativa, habilidosa e capaz de confiar nos outros.

Existem cerca de 10 mil brasileiros interessados em colonizar o planeta vermelho (pelo menos 5% do número total de inscritos). Eles são candidatos a viver em cápsulas especiais feitas para suportar as condições climáticas de Marte, uma atmosfera composta principalmente por dióxido de carbono e temperatura média de -63º C.

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