Pesquisadores querem criar "abelhas biônicas"

Por Redação | 05.10.2012 às 07:15

Cada dia mais a ciência do mundo real parece ficção cientifíca. A novidade da vez são as "abelhas biônicas". Na verdade, trata-se de um projeto de duas instituições do Reino Unido, a Universidade de Sheffield e a Universidade de Sussex.

A ideia dos engenheiros é mapear o cérebro das abelhas e enviar os dados para robôs voadores, com a esperança de que as máquinas voem e se comportem como os insetos verdadeiros. O objetivo real do projeto é criar os primeiros robôs capazes de agir por instinto.

Os pesquisadores das duas universidades esperam conseguir implantar o olfato e a visão que as abelhas possuem nas máquinas voadoras. Assim, os robôs vão poder trabalhar de maneira autônoma, em vez de depender de instruções pré-programadas.

Possivelmente, as abelhas biônicas vão participar de missões de busca e salvamento em locais como minas destruídas, detecção de vazamentos de produtos químicos ou de gás e, por que não, em disseminar pólen, assim como uma abelha de verdade.

"O desenvolvimento de um cérebro em laboratório é um dos maiores desafios da inteligência artificial. Até agora, os pesquisadores estudaram os cérebros de ratos, macacos e humanos, mas, na verdade, organismos 'mais simples', como insetos, têm habilidades cognitivas surpreendentemente avançadas", disse o chefe do estudo, James Marshall, por meio de um comunicado à imprensa.

Eles esperam que este projeto ajude a pavimentar o caminho para diversos avanços na autonomia dos robôs voadores. Além disso, também acredita-se que ele ajude na modelagem de outros tipos de cérebros computacionais e projetos de neurociência.

O projeto - que os pesquisadores chamaram de "Green Brain" (cérebro verde) - é financiado pela UK's Engineering e pela Physical Sciences Research Council, com ajuda técnica da IBM e hardware doado pela Nvidia. Os cientistas esperam ter uma abelha biônica zumbindo por aí em 2015.

Abelha