Pesquisadores encontram fósseis que podem comprovar vida extraterrestre

Por Redação | 12 de Março de 2013 às 15h00
photo_camera Daily Mail

Um grupo de astrobiologistas do Reino Unido encontrou fósseis em fragmentos de um meteorito que atingiu o Sri Lanka no ano passado. Com isso, os pesquisadores descobriram a principal evidência de que a vida na Terra teria surgido com o impacto de um meteorito contendo milhares de microorganismos há bilhões de anos - e isso pode indicar a existência de vida em outros planetas do sistema solar. A notícia foi publicada no Extreme Tech.

O meteorito atingiu a região de Polonnaruwa, no Sri Lanka, em dezembro de 2012 e alguns dos seus fragmentos foram recolhidos e levados para o Instituto de Pesquisa Médica local. Nas primeiras análises microscópicas, os cientistas identificaram a presença de micro-algas silicosas, também conhecidas como diatomáceas. Logo em seguida, as amostras foram enviadas para a Universidade de Cardiff, no Reino Unido, onde os pesquisadores comprovaram se tratar de um meteorito extraterrestre e que existem "estruturas biológicas fossilizadas" nos seus fragmentos.

Existem muitas teorias de como o planeta Terra surgiu e uma delas, a panspermia, afirma que um meteoro repleto de micro-organismos atingiu nosso solo e, a partir daí, foi iniciada a evolução das espécies. Com as descobertas recentes, essa teoria ganhou mais forças, já que os cientistas provaram que os fragmentos do meteoro são provenientes de outro planeta.

Fóssil meteorito

Estudo microscópico de fragmentos do meteorito

Os testes realizados na Universidade de Cardiff foram divididos em duas vertentes distintas: a primeira visava identificar a presença de fósseis de algas em sua estrutura, e a segunda visava evitar a contaminação com organismos e bactérias terrestres. Os pesquisadores encontraram nas amostras quantidades muito baixas de nitrogênio (elemento presente em praticamente todos os organismos modernos da Terra) e a análise dos isótopos de oxigênio indicam que se trata de um meteorito - a maquiagem atômica do meteorito, junto com fósseis fundidos dentro da rocha, pode indicar que os organismos não têm origem terrestre.

No entanto, alguns especialistas acreditam que os fragmentos podem não se tratar de fósseis de natureza biológica, mas apenas se assimilar com formas biológicas. Além disso, para que o estudo comprove a teoria da panspermia, ele terá que ser replicado em diversas partes do globo por muitos outros cientistas.

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