Pesquisadores criam primeiro mapa global da maior lua de Júpiter, Ganimedes

Por Redação | 13 de Fevereiro de 2014 às 18h47

Uma equipe de geólogos e estudantes da Universidade de Brown, nos Estados Unidos, concluiu o primeiro mapa global geológico de Ganimedes, a maior lua de Júpiter e maior satélite natural do Sistema Solar. Com seu terreno variado e possível oceano subterrâneo, Ganimedes é considerada, de acordo com reportagem do Phys.org, um dos principais alvos na busca de ambientes habitáveis em nosso sistema. Os pesquisadores esperam que o novo mapa possa ajudar em explorações futuras.

O trabalho foi liderado pelo cientista Geoffrey Collins, da Universidade de Brown e também professor na Wheaton College, em Massachusetts, também nos EUA. O resultado do projeto levou anos para ser concluído. O mapa, inclusive, foi publicado nesta semana pelo Serviço Geológico dos EUA.

“É muito gratificante ver os resultados de todos os nossos esforços aqui na [Universidade de] Brown se reunirem nesta compilação global integrada que agora será usada para planejar a próxima fase da exploração científica dos satélites de Galileu”, afirma Jim Head, professor de Ciências Geológicas da universidade e um dos coautores do mapa, referindo-se às luas descobertas por Galileu Galilei.

Para chegar ao resultado, os pesquisadores combinaram imagens das sondas Voyager e Galileo para chegar a um mapa conjunto. Voyager foi a primeira missão a viajar através do sistema de satélites de Júpiter, e passou pela superfície gelada de Ganimedes em 1979. Essas primeiras imagens revelaram uma superfície complexa, segmentada e “fraturada”. Em 1995, a sonda Galileu foi colocada em órbita em torno de Júpiter e começou a enviar novas imagens, desta vez de alta resolução, da superfície – o que ajudou os pesquisadores a compreender muitas das características vistas em baixa resolução pela sonda Voyager.

Head foi um dos pesquisadores envolvidos no projeto Solid State Image (SSI), que fazia parte da sonda Galileo. Nessa função, ele e sua equipe foram responsáveis por planejar as sequências de imagens de Ganimedes, a fim de identificar e investigar metas científicas da mais alta prioridade. A equipe trabalhou durante vários anos para obter os dados necessários para fazer o mapa global.

“Este foi um momento incrível”, afirmou Head. “Os estudantes de graduação e pós-graduação de Brown trabalharam ombro a ombro no Laboratório de Geociências Planetárias no Lincoln Field Building, estudando as imagens recém-adquiridas e escolhendo novas regiões de interesse científico. As descobertas aconteceram diariamente e a adrenalina estava subindo. À medida em que as recolhíamos aos nossos pensamentos e planos, os revíamos com a equipe do SSI e reenviávamos à sonda a tempo do próximo encontro”.

Geoffrey Collins foi um dos estudantes de pós-graduação que ajudaram a analisar os dados oriundos da sonda Galileo. Wes Patterson e Louise Prockter, agora no Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, também começaram a trabalhar no projeto como estudantes de pós-graduação na Universidade de Brown. Robert Pappalardo, agora no Jet Propulsion Lab, da Agência Espacial Norte-americana (NASA), fez parte da equipe durante os estudos de pós-doutorado, também na mesma universidade.

“Estou tão feliz que todo o trabalho tenha valido a pena, na forma deste mapa global detalhado”, afirmou Jim Head. “É igualmente gratificante ver que a equipe da [Universidade de] Brown agora está em posições de liderança na comunidade de pesquisa de exploração planetária”.

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