Pesquisadores criam implante neural para ajudar pessoas deficientes

Por Redação | 28 de Março de 2014 às 10h19

Um dos grandes desafios da ciência é fazer com que pessoas com alguma deficiência física possam voltar a ter uma vida normal ao utilizar próteses cada vez mais avançadas. Agora, pesquisadores do A*Star Institute Microelectronics, de Cingapura, estão perto de conseguir algo que parece ter saído direto de um filme de ficção cinetífica: implantes neurais. As informações são do site Digital Trends.

Os pesquisadores conseguiram desenvolver uma sonda pequena o suficiente para ser colocada dentro do cérebro de uma pessoa, sem que ela danifique algum tecido delicado. O objeto é tão pequeno que pode flutuar junto com o cérebro dentro da cabeça do indivíduo. O objetivo principal dessa pesquisa é ajudar pessoas com membros amputados ou com lesões na medula espinhal a controlar membros artificiais.

A sonda neural consegue estabelecer uma ligação entre o cérebro e os membros artificiais, permitindo que alguém com uma lesão grave volte a andar novamente, por exemplo. Porém, apesar dos benefícios, implantes neurais ainda possuem alguns riscos que precisam ser levados em consideração. O principal deles é que o crânio precisa ter alguns furos que servirão de caminho para os eletrodos. Se algo der errado, os pacientes podem acabar tendo algum tipo de infecção.

Para evitar qualquer tipo de problema, os pesquisadores conseguiram fazer o implante o mais fino possível. Utilizando técnicas inovadoras, eles conseguiram chegar a um tamanho de 750 micrômetros (75% menor que um milímetro). A sonda é implantada em uma cavidade do cérebro entre a aracnóide e a pia-máter, que são membranas que envolvem e protegem o cérebro e a medula espinhal. Dessa maneira o implante fica bem no meio das membranas protetoras.

Os pesquisadores informaram que testes de biocompatibilidade foram realizados e mostraram que a sonda neural não causou ruptura em nenhuma membrana celular, além de não impedir o crescimento celular normal. Agora a equipe trabalha para fazer ajustes de design para que as sondas um dia possam ser algo comum no dia a dia das pessoas com deficiência.

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