Pesquisadores conseguem reverter síndrome de Down em laboratório

Por Redação | 05.09.2013 às 16:30

Pesquisadores nos EUA encontraram uma forma de reverter a síndrome de Down em ratos de laboratório injetando um composto experimental que permite ao cérebro crescer normalmente.

Apesar da pesquisa não oferecer nenhuma relação ou benefício direto para o tratamento em humanos, esta é mais uma porta aberta e que deixa os cientistas esperançosos de algum dia oferecer uma solução para a síndrome.

A síndrome de Down é o distúrbio genético mais comum, atingindo 1 a cada 1000 nascimentos. No Brasil, há pelo menos 300 mil pessoas com síndrome de Down.

Ela é provocada pela presença de um cromossomo extra, que produz cópias extras de mais de 300 genes. Pessoas com a síndrome possuem, geralmente, algum nível de deficiência mental. Enquanto a média da população possui um QI (quociente de inteligência) médio de 100, crianças com a síndrome possuem média de 50. Além disso, indivíduos com síndrome de Down podem ter sérias anomalias afetando qualquer sistema corporal.

A equipe da University of Medicine de Baltimore usou ratos de laboratório geneticamente modificados para ter cópias extras de cerca de metade dos genes encontrados no cromossomo 21 (o cromossomo que causa a síndrome em humanos), para provocar os efeitos similares à síndrome de Down.

No dia em que os ratos nasceram, os pesquisadores injetaram uma molécula conhecida como agonista da via Sonic Hedgehog (sim, é esse mesmo o nome), que foi capaz de acelerar o crescimento e desenvolvimento. O composto foi injetado apenas uma vez e funcionou normalizando o crescimento do cérebro.

Contudo, o time ainda tenta entender em detalhes o porquê do tratamento ter funcionado, para que se possa levar a pesquisa adiante. Para o uso humano, a droga poderia ter uma série de efeitos colaterais, como o risco de câncer. Por isso, tudo ainda precisa ser estudado com cautela.