Pênis feitos em laboratórios podem surgir em breve

Por Redação | 09 de Outubro de 2014 às 09h55
photo_camera washington post

Pode parecer brincadeira, mas o pênis é um dos órgãos mais complexos do corpo humano masculino – para você ter uma ideia, ele é o único que fica contraído enquanto está relaxado, por exemplo. Além disso, a quantidade de vasos sanguíneos também é muito grande, tornando cirurgias e outros tipos de intervenções um tanto quanto complicadas. A reconstituição deste órgão, então, é algo realmente difícil de acontecer.

Contudo, uma equipe de pesquisadores está tendo sucesso em construir pênis feitos em laboratório. O grupo de cientistas trabalha para o Wake Forest Institute for Regenerative Medicine e é liderado por Anthony Atala, profissional com experiência no cultivo de órgãos em laboratório – ele já obteve sucesso em implantar vaginas “artificiais” em quatro pacientes diferentes, acredite se quiser.

Usando dois para fazer um

Devido a esse sucesso com o público feminino, Atala decidiu investir no órgão masculino e bolar uma técnica que deve auxiliar no tratamento de pessoas com pênis amputados ou incompletos. Para que isso possa acontecer, os cientistas utilizam um órgão doado e o limpam para acabar com todas as células que poderiam ser rejeitadas por um futuro hospedeiro. No fim das contas, a equipe acaba com uma espécie de “andaime” de um pênis.

Em seguida, os pesquisadores cultivam as células de qualquer parte do pênis do hospedeiro que precisa de um órgão novo. Depois disso, o “andaime” é recoberto com o cultivo de células originais, dispensando a utilização de implantes protéticos. Por conta desse processo, o hospedeiro acaba gerando uma quantidade bastante relevante de tecido, algo que talvez facilite o implante em seres humanos.

De acordo com o Washington Post, Atala já está obtendo resultados bem positivos no implante de pênis em coelhos. Agora, eles pretendem refinar o processo até que testes em seres humanos possam acontecer, algo que pode começar em cerca de cincos anos. No entanto, essa técnica não pode ser utilizada no caso de trocas de sexo, simplesmente porque ela depende das células originais do pênis danificado ou incompleto do hospedeiro. Bizarro, não é?

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