NASA encerra missão de nave que orbitava a Lua com queda planejada

Por Redação | 22 de Abril de 2014 às 16h17
photo_camera NASA

O centro de pesquisa Ames da NASA, na Califórnia (EUA), confirmou na semana passada a queda planejada da Lunar Atmosphere and Dust Environment Explorer, a LADEE, em solo lunar. A missão foi encerrada após acabar o combustível que a nave precisava para se manter na órbita da Lua e seguir realizando operações de pesquisa. A LADEE foi lançado em Setembro de 2013.

"É doce e amargo saber que nós recebemos a transmissão final da nave LADEE após passarmos anos construindo-a no Ames e depois manter contato constante enquanto ela circulava a Lua nos últimos meses", disse Butler Hine, gerente do projeto LADEE no Ames.

Durante o impacto, acredita-se que a maior parte da nave - que tinha o tamanho de uma máquina de refrigerante - tenha se quebrado ou mesmo vaporizado durante a entrada na atmosfera. A queda ocorreu a uma velocidade de quase 6.000 km/h.

Em 11 de abril, a LADEE realizou sua última manobra, posicionando-se a uma altitude abaixo de dois quilômetros sobre a superfície da Lua - mais baixo do que voa um avião comercial. A nave sobreviveu o eclipse lunar do dia 15, o que demonstrou sua capacidade de se manter em funcionamento a temperaturas extremamente baixas e sob a sombra da Terra. Nos próximos meses, cientistas da NASA irão determinar o ponto exato onde a nave caiu e tentarão capturar uma imagem do local.

A LADEE foi lançada em setembro de 2013 da Virgínia, nos Estados Unidos, e começou a orbitar a Lua em 6 de Outubro. A nave foi responsável por diversas pesquisas importantes e realizou a primeira comunicação de mão dupla da NASA utilizando lasers ao invés de ondas de rádio. Em uma demonstração, foram transmitidos dados da Lua para a Terra - mais de 380 mil quilômetros - a uma velocidade recorde de 622 Mbit/s.

A missão também foi responsável por adquirir informações detalhadas sobre a estrutura e composição da atmosfera da Lua. Os dados recolhidos devem ajudar a responder questões sobre a poeira lunar, que é carregada eletricamente pela luz do Sol.

"A LADEE foi uma missão de 'primeiros', conquistando ainda outro primeiro ao voar com sucesso mais de 100 órbitas a altitudes extremamente baixas", disse Joan Salute, executivo do programa LADEE. "Apesar de ser uma decisão arriscada, nós já estamos vendo que foi um risco que valeu a pena tomar".

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