NASA acredita que vamos descobrir vida alienígena nos próximos 20 anos

Por Redação | 16 de Julho de 2014 às 16h41
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Em marte há dois anos terrestres, o jipe-robô Curiosity tem feito descobertas promissoras sobre o planeta vermelho, entre elas a possibilidade de que Marte já tenha abrigado vida orgânica algum dia, há bilhões de anos. Mas os cientistas aqui na Terra querem ir além, e responder uma das perguntas que mais intrigam a humanidade: afinal, estamos sozinhos no universo?

É isso o que a NASA planeja descobrir com dois novos equipamentos que irão ajudar na busca por possíveis alienígenas e planetas potencialmente habitáveis. Os chamados "Transiting Exoplanet Surveying Sattelite" (TESS) e o Telescópio Espacial James Webb são dois novos telescópios criados pela agência espacial americana que serão colocados em órbita nos anos de 2017 e 2018, respectivamente. Ambas as máquinas foram produzidas especificamente para o estudo de novos planetas, identificando suas respectivas atmosferas e elementos de diversidade.

Em comunicado oficial, a agência explica que os telescópios vão procurar principalmente elementos como água em estado líquido e gases de dióxido de carbono - dois indícios de que determinado local abriga condições para a vida humana. Com isso, o TESS e o Telescópio de Webb se juntam a outros projetos usados para procurar outros planetas, como os telescópios Kepler, Hubble e Spitzer.

A busca por exoplanetas se intensificou nos últimos anos e ficou em maior evidência em 2014, que já pode ser considerado como o ano em que mais foram anunciados novos planetas potencialmente habitáveis. Foram 736 novos corpos celestes revelado pela NASA - 715 só em fevereiro deste ano, de uma vez só. O número é recorde e representa 70% da quantidade de descobertas dos últimos 23 anos.

"Em algum momento de um futuro próximo, as pessoas serão capazes de apontar para uma estrela e dizer "aquela estrela tem um planeta como a Terra", afirma Sara Seager, professora de ciência planetária e física no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). "Astrônomos acreditam ser muito provável que cada estrela única em nossa galáxia, a Via Láctea, tenha pelo menos um planeta na mesma órbita".

Os exoplanetas são planetas que não giram em torno do Sol, ou seja, estão fora do nosso sistema. O principal responsável pela identificação desses planetas é o telescópio Kepler, que orbitava em torno do Sol e capturava imagens em alta resolução de estrelas distantes, permitindo a descoberta de novos astros. O Kepler parou de funcionar em maio de 2013 devido a alguns problemas técnicos, mas seu banco de dados é tão grande que não foi completamente analisado, permitindo que a NASA encontre novos exoplanetas.

Vida alienígena

Mais do que apenas encontrar locais dentro de uma zona habitável para os humanos, os cientistas esperam que esses planetas já abriguem algum tipo de vida extraterrestre. "Penso que nos próximos 20 anos vamos descobrir que não estamos sozinhos no universo", disse Kevin Hand, astrônomo da NASA. Ele também sugeriu recentemente que poderia haver vida em Europa, uma das luas do planeta Júpiter.

Hand e outros cientistas da NASA participaram nesta semana de um encontro realizado em Cambridge, nos Estados Unidos, para discutir a possibilidade de existir formas de vida alienígena fora da Terra. O vídeo completo pode ser assistido logo abaixo (em inglês):

A NASA não está sozinha na busca por alienígenas. Pesquisadores do Instituto de Procura de Vida Extraterrestre (SETI), um dos grupos mais avançados em projetos para busca de seres em outros planetas, anunciaram recentemente que a humanidade irá descobrir até o ano de 2040 se está ou não sozinha no infinito do universo. Os engenheiros irão mapear aproximadamente 1 milhão de sistemas estelares nos próximos 25 anos para tentar contato com possíveis extraterrestres.

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