Mais da metade dos brasileiros deseja viver em cidades inteligentes

Por Redação | 09 de Abril de 2014 às 14h25

Um novo estudo realizado pela Penn Schoen Berland revelou que mais da metade dos brasileiros deseja viver em cidades inteligentes, isto é, uma sociedade sem motoristas que utiliza drones para serviços públicos. Mais de um terço ds participantes acredita que isso vai acontecer ainda nessa década e metade concorda que as máquinas devem coletar dados anonimamente se isso proporcionar uma melhoria na qualidade da vida em sociedade.

O estudo “Intel Freeway to the Future”, foi realizado online no Brasil, China, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão e Estados Unidos entre os dias 28 de julho e 15 de agosto de 2013. A pesquisa envolveu uma amostragem representativa de 12.000 adultos com idade igual ou superior a 18 anos.

Segundo os dados da pesquisa, 62% dos brasileiros gostariam de viver em uma cidade sem motoristas, onde os carros, ônibus e trens operassem de maneira inteligente e automática, sem que pessoas precisassem guiá-los. Quando perguntados como o transporte automatizado poderia afetar suas cidades, os brasileiros citaram a redução do número de acidentes de trânsito (57%), dos congestionamentos (48%) e da emissão de carbono (42%). Mais de um terço (38%) espera ver uma cidade sem motoristas em 10 anos ou menos.

Ao mesmo tempo, os brasileiros estão dispostos a abrir mão de parte da privacidade para melhor circulação e estacionamento. Oitenta e quatro por cento dos participantes estariam dispostos a permitir que um sistema inteligente selecionasse as melhores rotas para todos, se isso significar uma redução de 30% no tempo geral de viagem. A pesquisa revelou ainda que 83% dos participantes permitiriam que a cidade instalasse sensores nos seus carros para o desenvolvimento de estacionamento inteligente.

Empresas já estão projetando o futuro da mobilidade urbana. Por exemplo, a Intel Labs está trabalhando na comunicação entre máquinas para que os carros possam conversar entre si utilizando sensores que permitem os veículos saberem o que os outros a seu redor estão fazendo para melhorar a segurança.

Uso de drones nos serviços públicos

Oito entre cada dez brasileiros acham que os drones são uma maneira inteligente e sensível para melhorar os serviços públicos. Os participantes conseguem visualizar os drones ajudando no cumprimento da lei (65%), monitorando a segurança pública (84%), combatendo e prevenindo incêndios (83%) e controlando ambulâncias e respostas a emergências (79%).

Privacidade urbana

As opiniões dos brasileiros variam quando questionados sobre viver em uma cidade onde as construções, os ônibus e outros locais físicos coletam e usam informações anônimas sobre o que as pessoas fazem e como elas fazem. Inicialmente, 37% demonstram preocupação sobre a privacidade, enquanto 35% vêem tal cidade como uma melhor maneira para fornecer serviços públicos ou uma maneira inteligente para melhorar a qualidade de vida.

Mas quando os benefícios específicos da cidade são citados – como redução no consumo da água e da energia, reduzindo os custos da cidade e melhorando a qualidade do ar – o jogo vira e 81% dos brasileiros participantes dizem que esse tipo de cidade inteligente valeria a pena. E se em 10 anos, as construções, o transporte e os serviços da cidade estiverem conectados à internet e uns aos outros, dois terços (64%) desejariam ter a sua casa conectada.

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