Japão planeja instalar base orbital para captura de energia solar

Por Redação | 07 de Maio de 2014 às 08h39

Após os eventos do desastre de Fukushima, o Japão duplicou seus esforços para encontrar uma alternativa viável a energia nuclear. Uma proposta da Agência de Exploração Aeroespacial do Japão – Japan Aerospace Exploration Agency em inglês (JAXA) – visa encontrar a solução para isso e pode soar como matéria de filme de ficção científica: construir uma base orbital de coleta de energia solar.

Proposta como uma solução bastante promissora e de alta tecnologia, a ideia poderia solucionar todas as necessidades humanas de abastecimento de energia. Apesar de muitas ideias terem sido propostas, o conceito básico continua o mesmo: levar à orbita terrestre diversas plataformas fotovoltaicas gigantescas e canalizar a energia extraída em estações de captura terrestres, que receberiam as cargas energéticas em microondas, para depois serem convertidas em eletricidade.

A JAXA já desenvolveu um plano para isso e ele envolve a construção de uma série de estações orbitais e terrestres até 2030, contando com um sistema comercial de 1 gigawatt - o mesmo de uma usina nuclear. Antes disso, a agência ainda quer construir uma versão menor, de 100 kW, até 2020.

usina solar

Ao site IEEE Spectrum Susumu Sasaki descreveu um pouco sobre como seria a aparência do projeto:

"Imagine estar sobrevoando a baía de Tóquio e olhar para baixo, encontrando uma ilha feita pelo homem ao lado do porto, com 3 quilômetros de diâmetro. Uma rede massiva de coleta está sobre a ilha, com 5 bilhões de pequenas antenas receptoras, que convertem as microondas em eletricidade. A ilha ainda é uma subestação que envia a eletricidade atavés de um cabo submerso até Tóquio para auxiliar no abastecimento.

Mas a melhor parte não poderá ser vista. Vários coletores de energia solar gigantescos lançando rajadas de microondas céu abaixo, tendo a ilha como alvo, a 36,000 km abaixo dos coletores".

Para chegar lá, a JAXA precisará da ajuda de um consórcio internacional, como os que levantaram fundos para os experimentos de física de partículas.

Sasaki complementa dizendo que "será difícil e bastante caro, mas os benefícios seriam imensos, e não só em termos econômicos". Ele explica que "durante a história humana, a introdução de de uma nova fonte de energia - começando com a lenha, carvão, óleo, gás e energia nuclear - revolucionou a maneira com a qual as pessoas seguem suas vidas. Se abraçarmos a proposta japonesa, um anel de satélites em órbita poderia fornecer energia quase ilimitada, acabando com os conflitos humanos a cerca da energia e de recursos terrestres".

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