Futuro: robôs aracnídeos poderão construir naves espaciais no espaço

Por Redação | 14 de Novembro de 2014 às 08h43
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Se você parar para pensar, uma das maiores dificuldades no processo de levar uma nave espacial para fora da órbita terrestre é justamente o lançamento. Afinal de contas, uma quantidade absurda de combustível, energia e estudo é utilizada, fazendo com que esse trabalho seja perigoso, delicado e muito caro. Acontece que, em um futuro bastante próximo, o cenário das viagens espaciais não deve ter esse empecilho.

De acordo com os dados divulgados pelo site ItWorld, há grandes chances de que, mais ou menos em 2030, satélites e pequenas naves espaciais sejam construídos já no espaço. Para que isso aconteça, devem ser utilizados robôs com aparência de aranhas – isso porque essas máquinas vão utilizar seis ou oito pernas mecânicas para funcionarem.

Facilitando (e muito) a fabricação

Por conta da quantidade de membros e de um trabalho conjunto com impressoras 3D, essas máquinas vão ser capazes de trabalhar com grandes peças e uni-las de diferentes maneiras. Por enquanto, o projeto que poderá tornar isso realidade está em seu estágio inicial. Contudo, o CEO da Tethers Unlimited Inc., Rob Hoyt, afirmou que os resultados das avaliações feitas até o momento são bem positivos.

O executivo também sinalizou que os frutos do trabalho da sua empresa implicam em outro benefício para atividades espaciais. No exemplo dado, no caso da construção de uma enorme antena espacial, não seria necessário construí-la em terra e depois testar se ela iria sobreviver no espaço. Isso porque a antena já seria produzida no ambiente em que trabalharia, facilitando todo o processo de criação.

Objetivos bem altos

Com isso, o projeto que vem sendo chamado de “SpiderFab” leva a mais um ponto positivo. Como os equipamentos não precisariam sobreviver a força G do lançamento, muito dinheiro e esforço seria economizado na produção. O único lançamento seria o das aranhas robôs, que, com as impressoras 3D, produziriam peças e juntariam tudo já no espaço.

Trabalhando em conjunto com a NASA, Hoyt espera que, dentro de até duas décadas, existam diversas plataformas orbitando a Terra, posicionadas nas mais diversas regiões e cada uma delas contando com pelo menos um robô aracnídeo e uma impressora 3D.

Há muito o que fazer

Por enquanto, o maior obstáculo do projeto é desenvolver uma maneira de produzir grandes peças, isso porque a matéria-prima precisaria ser mandada para o espaço e testes dessas operações são realmente caros. Além disso, as impressoras convencionais produzem objetos bem menores do que elas mesmas e a equipe de Hoyt precisa de uma que faça o inverso: seja capaz de produzir algo dezenas de vezes maior do que ela.

Por conta disso, ainda falta um pouco para que esse cenário se torne realidade, mas o projeto tem um grande potencial, não é?

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