Fotos tiradas pela Curiosity indicam que existiram correntes de água em Marte

Por Fernanda Morales | 28.09.2012 às 15:01

A NASA divulgou novas imagens do solo de Marte capturadas pela sonda Curiosity nesta quinta-feira (27) que revelam a existência de correntes de água próximas a Gale Crater, onde a sonda aterrissou. Estima-se que o solo do Planeta Vermelho esteve coberto por correntes de água de até um metro de profundidade.

De acordo com o Engadget, a Curiosity capturou a imagem de duas rochas localizadas entre a borda da Gale Crater e no pé do Monte Sharp. Os cientistas da NASA acreditam que, com base no formato e tamanho das pedras, elas se moveram, indicando que elas mudaram sua posição levadas por uma correnteza de água e não pelo vento.

Esta não é a primeira vez que a NASA capta indícios da existência de água no solo marciano, porém, esta é a primeira imagem que mostra a composição de leitos no planeta.

Imagem corrente de água Marte

Os cientistas afirmam ter encontrado o primeiro ambiente potencialmente habitável de Marte

"Muitos artigos têm sido escritos sobre os canais de Marte com muitas hipóteses diferentes sobre os fluxos em si. Esta é a primeira vez que estamos realmente vendo cascalhos transportados pela água em Marte. Esta é uma transição da especulação sobre o tamanho do material do leito à observação direta dele", afirmou William Dietrich, da Universidade de Berkeley, Califórnia.

Dietrich ainda afirmou que o fluxo de água, que deve ter existido no planeta a cerca de milhares ou milhões de anos atrás, devia percorrer aproximadamente 3 metros a cada segundo. Essa evidência indica que o ambiente de Marte é potencialmente habitável.

"Não é a nossa principal escolha como ambiente para a preservação de produtos orgânicos, no entanto. Nós ainda vamos para o Monte Sharp, mas é seguro dizer que nós já encontramos o nosso primeiro ambiente potencialmente habitável", afirmou John Grotzinger, do Laboratório de Ciência de Marte da NASA.

A sonda Curiosity aterrissou no solo de Marte no dia 5 de agosto deste ano e deverá passar os próximos dois anos no planeta a procura de indícios de existência de vida.