Engenheiros descobrem nova técnica para dessalinização de água

Por Redação | 20 de Fevereiro de 2014 às 08h25

Você deve saber que 70% do planeta é coberto por oceanos e que apenas 2% da água da Terra é doce. Desses 2%, 1,6% estão nos polos em forma de gelo e nas geleiras. O que sobra sobra é uma parte ínfima e está disponível para nós através dos rios, lagos e redes subterrâneas. Além disso, boa parte da água disponível está poluída.

Como a água é indispensável para a vida, a ciência vem desenvolvendo métodos de dessalinização para utilizar a água abundante do oceano. Por conter vários sais em concentrações muito altas, essa água acaba por ser imprópria para o consumo humano, bem como agricultura ou qualquer outro uso.

Só que dessalinizar água do mar não é fácil. Alguns processos comuns são a destilação no vácuo (pois diminui a temperatura de ebulição) e a osmose reversa, ambos processos caros e que consomem muita energia. Um outro processo é o chamado eletrodiálise, que utiliza descargas elétricas para separar os íons dos sais minerais da água do mar presentes na solução. Apesar do processo ser um dos mais baratos e rápidos, ele não remove as impurezas e bactérias presentes na água, somente os íons (sais).

Eletrodiálise

Processo de eletrodiálise simplificado

Mas engenheiros do MIT desenvolveram uma nova técnica que contorna esse problema, chamada Eletrodiálise com Choques, que usa uma parede sólida de vidro com poros muito pequenos e que cujo diâmetro é de aproximadamente 0,5 micrometros. Com isso, nenhuma partícula maior que isso passa pelos poros, ou seja, toda a sujeira fica retida. Já as bactérias costumam ser menores que as aberturas, porém boa parte delas morre com a forte descarga elétrica e a outra parte fica presa no filtro. Os cientistas afirmam que o sistema é capaz de matar ou reter até 99% das bactérias responsáveis pela cólera, por exemplo.

Claro que ainda existem vários desafios, principalmente para viabilizar a produção de água em larga escala e a um custo acessível, o que seria ideal para países pobres que possuem pouco acesso a saneamento e localidades desérticas. Apesar da boa notícia, o sistema ainda está longe inclusive da fase experimental. Atualmente só há um protótipo no laboratório do MIT capaz de demonstrar a tecnologia.

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