Brasileiros fazem bonito na maior feira de ciências pré-universitária do mundo

Por Redação | 20 de Maio de 2013 às 17h23
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A Delegação Brasileira com jovens cientistas que participaram da Intel ISEF (Intel International Science and Engineering Fair), considerada a maior feira de ciências pré-universitária do mundo, está voltando ao Brasil com dez premiados — o país com o maior número de prêmios conquistados na América Latina. O evento aconteceu entre os dias 14 e 18 de maio em Phoenix, no estado norte-americano do Arizona.

A equipe brasileira que participou da feira foi composta por 28 estudantes que foram finalistas com seus projetos científicos em competições nacionais como a FEBRACE (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia) e MOSTRATEC (Mostra Internacional de Ciência ee Tecnologia). "Apoiamos a Feira Internacional de Ciências e Engenharia da Intel por acreditarmos que a matemática e as ciências são a base para a inovação, o que é fundamental para o crescimento da economia global e a evolução da sociedade", afirmou em nota Rubem Paulo Saldanha, gerente de educação da Intel Brasil. "Essa competição encoraja milhões de estudantes de todo o mundo todos os anos a explorarem sua paixão por matemática e ciências enquanto desenvolvem soluções para os desafios globais".

Entre os premiados da Delegação está a paulista Laura Rudella Tonindandel, 16 anos, que ganhou uma bolsa de estudos no valor de US$ 48 mil (cerca de R$ 98 mil) na New American University, no estado do Arizona, pelo projeto "Modificação da capacidade tronco das células mesenquimais humanas: a relação entre a positividade da Beta-Catenina com a proliferação e especialização celular". Também de São Paulo, Nayrob Pereira levou dois prêmios na competição: quarto lugar na categoria Bioquímica e primeiro lugar em um prêmio especial da Patent and Trademark Office Society, pelo estudo "Nova função da neurotoxina TsTXK-beta (Ts8) no veneno do escorpião TiTyus serrulatus".

Gabriel Galdino, de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, levou dois prêmios: terceiro lugar na categoria Química e segundo no prêmio especial da Patent and Trademark Office Society com a pesquisa "Síntese de sais surfactantes a partir do líquido da castanha de caju utilizados no combate à dengue". Cristopher Mateus Carvalho, Jaqueline Campos Costa e Júlia Maria Resende, de Minas Gerais, ficaram em terceiro lugar na categoria Botânica com o projeto "Potencial medicinal, crescimento em diferentes condições de radiação e caracterização botânica da Arrabidaea chica". Cada integrante desses grupo está trazendo para o Brasil US$ 1 (R$ 2 mil) em prêmios.

De Pernambuco, Túlio Andrade Souza ganhou o terceiro lugar na categoria Ciências Sociais e Comportamentais pelo estudo "Educação física escolar: soluções pedagógicas para as principais dificuldades encontradas pelos professores da educação básica". E na categoria Gestão Ambiental, o Brasil foi agraciado com dois prêmios: o paulista Salvador Alvarado ficou em terceiro lugar com a pesquisa "Substituindo polímeros absorventes super em fraldas descartáveis com bagaço de cana"; e o quarto lugar ficou com Desireé de Boer Velho e Ágatha Lottermann Selbach, do Rio Grande do Sul, com o projeto "Utilização das Pseudomas stutzeri na redução do teor de cloretos da água".

Principais prêmios de outros países

Na categoria geral, Ionut Budisteanu, 19 anos, da Romênia, levou o primeiro lugar ao utilizar inteligência artificial na criação de um modelo de carro autônomo, que possui câmeras capazes de identificar em tempo real sinalizações de trânsito e curvas, e que custaria apenas US$ 4 mil (R$ 8 mil). O adolescente faturou US$ 75 mil (R$ 152 mil) pelo prêmio Gordon E. Moore.

O Prêmio Jovem Cientista da Intel Foundation ficou com a norte-americana Eesha Khare, que desenvolveu um pequeno dispositivo que pode ser acoplado à bateria de aparelhos móveis e garantir que elas sejam recarregadas em apenas 20 ou 30 segundos. O recurso desenvolvido por Eesha e que lhe garantiu um prêmio no valor de US$ 50 mil (R$ 101 mil) também poderá ser usado em baterias de veículos elétricos.

Henry Lin, de Louisiana, Estados Unidos, também levou o Prêmio Jovem Cientista da Intel Foundation depois de simular milhares de concentrações de galáxias, fornecendo dados importantes aos cientistas para o estudo e compreensão da Astrofísica como matéria escura, energia escura e o equilíbrio entre aquecimento e resfriamento de objetos com grandes massas no universo.

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