Curiosity encontra indícios em Marte que "entrarão para os livros de história"

Por Redação | 21 de Novembro de 2012 às 11h38

Os cientistas já afirmaram que têm boas notícias a respeito da sonda Curiosity, mas não podem fazer o anúncio oficial até confirmarem, por completo, os achados. Para atiçar ainda mais a nossa curiosidade, John Grotzinger, principal investigador da missão Curiosity, afirmou que os resultados podem "entrar para os livros de história" e que "parecem realmente bons".

Utilizando o instrumento de Análise de Amostras em Marte (SAM, sigla em inglês), que age como um laboratório onboard da sonda, os cientistas encontraram algo no solo do planeta vermelho que foi importante o suficiente para ilustrar as páginas dos novos livros de história.

Uma das capacidades mais interessantes do SAM é identificar compostos orgânicos. Se você estiver ligando os fatos, certamente comparou a possibilidade de anunciar algo novo nos livros de história com tais compostos, certo? Pode ser por aí.

O SAM também é capaz de colher amostras do ar do planeta e analisar seus componentes. Os cientistas utilizam este instrumento para verificar se o laboratório da Curiosity consegue detectar alguma quantidade de gás metano no ar, composto que na Terra é produzido por várias formas de vida.

Grotzinger e sua equipe estão certos por tomarem cuidado antes de anunciar seus achados. Eles já chegaram a pensar que o instrumento SAM encontrou indícios de gás metano na amostra de ar marciano, mas sabiam que poderia ser uma amostra do ar do Cabo Canaveral, Flórida (local de onde a sonda foi lançada ao espaço), que pudesse ter viajado com ela até Marte.

A equipe removeu o máximo de ar da Flórida possível desta amostra e analisou novamente o restante, que era composto quase totalmente por ar marciano. E não encontraram absolutamente nada de metano. O gás que chegou a causar esperança nos pesquisadores e cientistas era, realmente, oriundo da Terra.

Agora, depois de algumas semanas de análises, a equipe do SAM está segura o suficiente para apresentar seus achados. E a novidade será anunciada em uma conferência da União Geofísica Americana, de 3 a 7 de dezembro. Será que eles reencontraram uma nova amostra de gás metano e, dessa vez, não oriundo de nosso planeta? Vamos aguardar para conferir - e verificar a alteração nos livros de história.

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