Curiosity destrói pedra em Marte em um teste com seu poderoso laser

Por Redação | 20.08.2012 às 15:08

A sonda Curiosity passou em outro teste: desta vez, teve que explodir uma pedra em Marte, utilizando um poderoso raio laser de milhões de watts, que foi capaz de vaporizar as camadas rochosas mais superficiais do alvo, que serão utilizadas para análises espectroscópicas. As informações são da CNET.

O instrumento utilizado para o teste foi a chamada ChemCam (palavra derivada de Chemistry e Camera), que atingiu a rocha com 30 pulsos de laser durante 10 segundos, de acordo com a NASA. Cada pulso durou, em média, um bilionésimo de segundo.

O feixe de laser criou uma faísca visível de plasma eletricamente carregado, que foi então observado pelo telescópio do instrumento, montado no mastro da câmera da Curiosity. Ele forneceu a luz através de fibras ópticas disponibilizadas no equipamento para três espectrômetros, projetados para gravar 6.144 diferentes comprimentos de onda de luz infravermelha, visível e ultravioleta.

"Conseguimos um grande espectro da 'Coronation' - muitos sinais", disse Roger Wiens, investigador principal do laboratório nacional de Los Álamos. "Nossa equipe está muito emocionada e trabalhando duro, observando os resultados. Depois de oito anos de construção do instrumento, é hora da recompensa”.

O objetivo deste teste realizado com laser em Marte foi servir como prática de alvo para caracterizar o instrumento, que registrou espectros das faíscas induzidas em cada um dos 30 pulsos de laser. Os pesquisadores irão analisar se a composição rochosa sofre alterações à medida em que os pulsos ocorrem. Caso positivo, pode ser um indicativo de que a poeira ou outro material da superfície marciana está sendo penetrado, revelando que há composição diferente abaixo da superfície.

“É surpreendente que os dados sejam melhores do que os que tivemos durante os testes na Terra, na relação sinal-ruído”, disse o vice-cientista do projeto, Sylvestre Maurice, do Institut de Recherche en Astrophysique et Planetologie (IRAP) em Toulouse, França. “É tão rico, podemos esperar grandes descobertas por meio da investigação de milhares de alvos nos próximos dois anos”.

Há duas semanas, o robô Curiosity pousou na superfície do planeta. Sua missão de dois anos é avaliar cuidadosamente se, na cratera Gale, existem vestígios que possam sugerir que, algum dia, houve condições de vida favoráveis em Marte.