Computador conectado a cérebro de tetraplégico lhe permite movimentar a mão

Por Redação | 25.06.2014 às 16:00

Uma equipe de cientistas e engenheiros do Centro Médico Wexner da Universidade Estadual de Ohio e de uma organização sem fins lucrativos para o avanço e desenvolvimento da ciência chamada Batelle desenvolveu a Neurobridge (ponte neurológica), composta por um sistema que permite que os impulsos elétricos do cérebro transponham a parte lesionada que impede os sinais de passarem, permitindo com isso que a pessoa movimente novamente os membros.

Nesta terça (23), o paciente Ian Burkhart, de 23 anos, conseguiu movimentar pela primeira vez sua mão, desde que sofreu um acidente em 2010, quando mergulhava e bateu a cabeça em um banco de areia, quebrando o pescoço e perdendo os movimentos do corpo do pescoço para baixo.

Dois meses atrás, o neurocirurgião Dr. Ali Rezai, da Universidade Estadual de Ohio, implantou um chip muito pequeno no cortex motor do cérebro de Ian, que lê e interpreta os sinais elétricos produzidos pelo cérebro e os envia para um computador. O computador então recodifica o sinal e envia para um eletrodo localizado no braço de Ian, em um processo que leva menos de 1 décimo de segundo.

A equipe da Batelle demorou quase 10 anos desenvolvendo os algorítmos, o software e o equipamento que vai no braço do usuário, e há dois anos os médicos entraram em ação para fazer os preparos para os testes clínicos.

Ian Burkhart jogava lacrosse antes do acidente, e foi o primeiro de cinco potenciais pacientes para os estudos clínicos da tecnologia.

Obviamente tudo está em um estágio muito inicial, e o paciente tem até um cabo saindo da cabeça, como nos filmes de ficção, mas já é um ótimo começo. Dentro de alguns anos, com o avanço rápido da tecnologia, isso pode ser uma realidade, com transmissão sem fios e sistemas autônomos.

Veja um vídeo do momento em que Ian move sua mão.