Cientistas criam primeiro pulmão humano em laboratório

Por Redação | 19.02.2014 às 17:58 - atualizado em 20.02.2014 às 11:59

Cientistas da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, conseguiram criar um pulmão em laboratório pela primeira vez e o avanço já é considerado um marco para a ciência.

O anúncio foi feito pelos pesquisadores Dr. Joaquin Cortiella e Dr. Joan Nichols. Segundo eles, novos testes ainda precisam ser feitos, mas a criação do pulmão de laboratório já é uma esperança aos pacientes que precisam de transplante.

O crescimento de órgãos em laboratório se tornou uma realidade quando os cientistas aprenderam mais sobre células-tronco e descobriram como elas podem se transformar em células que formam os órgãos e outras partes do corpo.

Alguns órgãos já estão sendo produzidos e transplantados em pacientes, como a traqueia. Porém a equipe queria um desafio maior e se concentrou em criar um dos órgãos mais complexos do corpo humano.

Pulmão artificial

Para o feito, os pesquisadores usaram pulmões de duas crianças que morreram em um acidente de carro, e que em ambos os casos, os pulmões não podiam ser transplantados em outros pacientes por causa de alguns traumas. Então, os tecidos do pulmão de uma das crianças foram removidos, ficando apenas uma estrutura básica de elastina e colágeno, que foi preenchida com as células extraídas dos pulmões da outra criança. Em seguida, os órgãos foram colocados em uma câmara rica em nutrientes úteis para que as células se desenvolvessem e após quatro semanas, havia lá pulmões completos e saudáveis. Para terem a certeza de que o experimento era verdadeiro, o procedimento foi repetido com outro par de pulmões, e os resultados foram os mesmos.

Os pesquisadores ainda não sabem bem como esse pulmão responderia se fosse implantado em uma pessoa, mas estão confiantes de que estão no caminho certo. O próximo passo é começar os testes com animais, e a equipe planeja repetir o processo com pulmões suínos para em seguida transplantar o órgão em um porco vivo para testar como os pulmões responderão e se existe possibilidade do corpo rejeitar os pulmões de laboratório. No futuro, espera-se que esses pulmões sejam usados para substituir órgãos doentes em pacientes reais, o que poderá ajudar milhares de pessoas que morrem todos os anos à espera de um transplante.

E a medicina tem avançado muito nessa área, seja produzindo órgãos orgânicos no laboratório, seja com modelos artificiais. Recentemente ocorreu na França o primeiro transplante bem sucedido de um coração artificial completamente autônomo, e que também foi um marco na medicina.