Cientistas criam pizza que pode durar até três anos sem estragar

Por Redação | 19.02.2014 às 08:00
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Sabe aquele pedaço de pizza da noite passada que às vezes esquecemos na geladeira? Há quem goste de consumir o alimento frio ou algum tempo depois e, por esse motivo, saiba que em breve ele poderá durar muito mais tempo até você decidir quando irá comê-lo. Isso porque cientistas de um laboratório militar em Massachusetts, nos Estados Unidos, estão desenvolvendo uma pizza capaz de passar até três anos armazenada sem estragar ou apresentar qualquer deterioração.

De acordo com informações da Associated Press, a maior dificuldade enfrentada pelos pesquisadores foi manter a umidade dos ingredientes que vão na pizza, como o tomate, o queijo e o recheio. Para solucionar o problema, os especialistas criaram uma técnica que consiste em utilizar alguns elementos compostos por xaropes e açúcares, entre eles o mel produzido por abelhas, que impedem a perda de umidade do alimento e o mantém blindado da ação de bactérias e outros micro-organismos.

Além desses materiais específicos, os cientistas tiveram de ajustar os níveis de acidez do molho, do queijo e da massa da pizza para dificultar a propagação de oxigênio e bactérias por toda a extensão da comida. Também foi adicionado ferro no experimento para ajudar na absorção de qualquer ar livre que fique na embalagem do alimento. Feito todo esse processo, a pizza pode ficar armazenada, livre para o consumo e (aparentemente) sem nenhum risco à saúde pelos próximos 36 meses.

"Basicamente, podemos pegar na pizza, deixá-la em cima da prateleira, embalada, durante três anos e ela vai continuar com o mesmo sabor", explica a cientista Michelle Richardson, do Natick Soldier Research, Development and Engineering Center, do Exército dos EUA.

Bom, mas e o sabor? É o mesmo de uma pizza feita na hora? Segundo os pesquisadores, o alimento tem o mesmo gosto de uma pizza comum, com uma borda um pouco molhada. Talvez a única desvantagem é que ela não está quente como quando acaba de sair do forno, e sim na temperatura ambiente. Levando em consideração as fortes ondas de calor que atingiram vários Estados do país nos últimos meses, muitos brasileiros estariam no lucro, não é mesmo?

Não há previsão de quando os soldados norte-americanos vão começar a testar, ou melhor, comer a pizza "a vácuo", nem quando ela estará disponível para os consumidores normais. De qualquer forma, a tecnologia continua a dar largos passos para um futuro onde tudo, até a comida do nosso dia a dia, será mais fácil de fazer e ingerir. Quem sabe não esteja assim tão distante o dia em que não vai ser nada complicado preparar o almoço, no melhor estilo "O Quinto Elemento":