Cientistas criam disco que guarda dados por até 1 milhão de anos

Por Felipe Szatkowski | 24 de Outubro de 2013 às 08h55
photo_camera Divulgação

É possível até mesmo que a humanidade já tenha desaparecido ou migrado para outros planetas daqui 1 milhão de anos. Mas uma coisa é certa: seus dados guardados em futuras unidades de armazenamento continuarão seguros até lá.

Não é coisa de ficção científica, e sim de uma novidade criada por pesquisadores da Universidade de Twente, na Holanda. Segundo o Gizmodo, eles desenvolveram um novo tipo de disco magnético que pode guardar informações e arquivos por até 1 milhão de anos, sem que dados sejam danificados ou perdidos.

Os discos magnéticos foram criados pela IBM na década de 1950 com o objetivo de salvar diferentes tipos de arquivos por um longo período de vida. A questão é que esses dispositivos duram no máximo dez anos, o que incentivou o time de cientistas da Holanda a trabalhar com um novo formato dessa tecnologia.

Para chegar ao resultado, os holandeses projetaram uma fina estrutura composta de tungstênio, um metal muito usado na fabricação de filamentos de lâmpadas elétricas e na indústria aeroespacial, e revestiram o material com camadas de nitreto de silício, um elemento de alta resistência. A partir daí, os cientistas usaram como base a seguinte teoria: através da combinação desses dois materiais, os dados guardados no disco magnético deveriam conter uma quantidade mínima de energia entre eles para servir de barreira e dificultar sua quebra.

No caso, para durar por 1 milhão de anos, a unidade teria que resistir à temperatura de 171 graus Celsius pelo período de uma hora contínua. Acontece que os experimentos foram além e mostraram que a tecnologia conseguiu aguentar um calor de 574 graus Celsius pelo mesmo período de tempo. Depois, o dispositivo foi colocado em um processo de rápido envelhecimento para comprovar sua longa duração.

Com isso, os pesquisadores concluíram que o disco magnético equipado com essas propriedades tem vida útil de aproximadamente 1 milhão de anos. A técnica deve ajudar a preservar dados para civilizações do futuro, mas os especialistas alertam que elas precisam saber trabalhar com esse tipo de ferramenta. Além disso, apesar de inovadora, a novidade não é "imortal", e pode sofrer danos em algumas circunstâncias (como desastres naturais, por exemplo).

Canaltech no Facebook

Mais de 370K likes. Curta nossa página você!