Cientistas conseguem mandar mensagem de texto pelo ar usando vodca

Por Redação | 30.12.2013 às 06:25
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Todo mundo sabe que consumir bebida alcoólica exageradamente é prejudicial à saúde. O que pouca gente sabe é que muitas dessas bebidas, como o vinho e a cerveja, estão sendo "reinventadas" pela tecnologia para trazer benefícios ao nosso dia a dia. Entre os projetos está uma cerveja que reidrata o corpo e até um método que utiliza latinhas para aumentar o sinal Wi-Fi da sua casa.

Mas uma novidade promete revelar o verdadeiro potencial de utilização do álcool na nossa vida cada vez mais tecnológica. Isso porque cientistas da Universidade York, em Toronto, no Canadá, desenvolveram um sistema similar às ondas de rádio que usa bebida alcoólica para a transmissão de dados.

E como isso acontece? De acordo com Andrew Eckford, professor da Universidade York, trata-se de um método que utiliza componentes pré-determinados que convertem sprays de álcool isopropílico em código binário, e que, por sua vez, transmitem a mensagem. O álcool isopropílico é um líquido muito utilizado para limpar produtos eletrônicos, como notebooks e telas de computador.

Segundo o Engadget, os pesquisadores usaram uma placa microcontroladora do Arduino Uno, um ventilador de mesa, uma garrafa de spray com vodca e um display LCD para exibir a mensagem. Na experiência, a garrafa de spray borrifa a bebida no ar. Em seguida, o ventilador empurra pequenas rajadas de névoa alcoólica por toda a extensão da mesa, que chegam do outro lado e são "traduzidas" por um sensor que mede o teor de álcool do ar.

Durante esse processo de transmissão, os dados contidos no vapor são difundidos molecularmente e remontados em caracteres não-binários, formando a frase no visor de LCD. A primeira mensagem reconstruída foi a expressão "Oh Canadá".

A técnica pode parecer complicada, mas Eckford diz que os "sinais químicos" podem oferecer uma maneira mais eficiente de transmissão de dados onde os sinais de rádio tradicionais não funcionam, como dentro de túneis, tubulações ou estruturas subterrâneas. Além disso, os cientistas acreditam que a ferramenta pode ser usada para monitorar obras de esgoto e plataformas de petróleo, como também locais onde sinais de ondas eletromagnéticas apresentam problemas.