Chips poderão substituir animais em testes de laboratório

Por Redação | 21 de Junho de 2013 às 08h30
photo_camera Wall Street Journal

Testes de medicamentos, cosméticos e experimentos científicos realizados com animais em laboratórios podem estar mais perto de acabar. A empresa farmacêutica Merck, em parceria com pesquisadores e outras grandes empresas do setor, trabalha no desenvolvimento de um chip que será capaz de substituir os animais em testes no futuro. As informações são do The Wall Street Journal.

Os chips que estão sendo usados nas pesquisas são capazes de reproduzir as funções dos órgãos humanos, garantindo que os testes de medicamentos cheguem o mais próximo possível da realidade do nosso organismo. A Merck conta com um projeto de pesquisa voltado para a asma e utiliza um chip que é capaz de replicar as funções do pulmão de uma pessoa que sofre da doença.

Segundo o WSJ, o chip usado pela Merck não é completamente similar ao pulmão humano, e ele é uma peça de silicone do tamanho de um cartão de memória com pequenos canais por onde o ar e fluídos circulam. Os canais, por sua vez, são revestidos por tecidos originários de um pulmão humano e vasos sanguíneos, e quando motivado replica o movimento do órgão.

Também nos Estados Unidos, a empresa GlaxoSmithKline PLC está utilizando os chips e seus pesquisadores puderam perceber que as reações obtidas nos testes com eles eram idênticas às apresentadas pelos animais. Além da proteção dos animais, o método também torna os testes mais eficientes e ainda facilitam a identificação das substâncias aplicadas que surtiram ou não efeito sobre determinadas doenças.

No entanto, órgãos reguladores norte-americanos têm se mostrado um pouco resistentes à adoção do novo mecanismo de testes, alegando que não se sabe o quão seguros são os medicamentos aprovados em testes com chips para que sejam usados em testes com seres humanos.

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