Chip criado com base em coração humano pode substituir testes em animais

Por Redação | 11 de Março de 2015 às 13h17
photo_camera Foto: Divulgação

Com apenas um centímetro de comprimento, um chip implantado em um músculo cardíaco pode dispensar os testes de medicamentos em animais, além de tornar o procedimento mais seguro, rápido e barato. De acordo com informações do Cnet, a tecnologia tem capacidade de responder aos medicamentos cardiovasculares de maneira exata à qual um músculo faria em um corpo humano.

O professor responsável pela equipe de pesquisa, Kevin Healy, diz ser possível não fazer testes em animais com a implementação do método. A prática, além de ferir questões éticas, preocupa os médicos na hora de usar em humanos, pois os organismos podem reagir de diferentes formas. Healy ainda afirma que todas essas pesquisas feitas em animais acabaram em resultados ineficientes e caros.

Os chips foram criados através de músculos do coração cultivados em laboratório, a partir de células tronco pluripotentes. Uma vez induzidas, elas são capazes de crescer em outro tipo de célula. Com isso, os pesquisadores desenvolveram uma estrutura com a mesma geometria e espaçamento das fibras cardiovasculares.

Ainda foram implantados microfluídos esculpidos em silicone para simular os vasos sanguíneos, assim imitando a troca de nutrientes e medicamentos com tecido humano, da mesma forma como ocorreria no corpo. Depois de 24 horas, as células começam a bater sozinhas.

A equipe de cientistas ainda testou quatro diferentes tipos de medicamentos com esse método e um deles tratou a frequência cardíaca lenta, aumentando os batimentos de 55 para 124 por minuto. Essas células, de acordo com os pesquisadores, poderiam ser do próprio paciente para que o resultado se tornasse ainda mais preciso e para elaborar pesquisas para o tratamento de doenças genéticas.

A próxima etapa é descobrir se o sistema pode ser ligado a outros órgãos em um chip para modelar interações multi-órgãos. Quem tiver interesse de confefir o estudo completo, basta acessar o site da revista Scientific Reports.

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