Bebês na Grã-Bretanha poderão ter DNA de três pessoas

Por Redação | 18.09.2012 às 16:42

Um tratamento de fertilidade que elimina doenças hereditárias em bebês fertilizados in vitro pode ser legalizado na Grã-Bretanha no próximo ano. A ideia é autorizar o uso de DNA de uma terceira pessoa para que as crianças sejam saudáveis.

Atualmente a técnica é proibida, mas uma consulta pública lançada ontem (17) vai ajudar na decisão de Jeremy Hunt, secretário de saúde. Segundo informações do britânico Telegraph, os benefícios clínicos superam as preocupações éticas envolvidas.

A manipulação visa eliminar o risco de doenças mitocondriais graves herdadas da mãe pela substituição, por meio de fertilização in vitro, de uma parte do DNA mitocondrial materno por um DNA saudável proveniente de uma terceira pessoa, uma doadora.

Apesar dos bebês envolvidos nesse tipo de tratamento herdarem uma pequena fração de DNA do doador, o procedimento pouparia futuras gerações de uma série de condições raras e debilitantes.

Lisa Jardine, presidente da Human Fertilisation and Embryology Authority (HFEA), que está realizando a consulta, disse que a questão é de interesse público, e não apenas das famílias afetadas.

"Nós estamos entrando em um território inexplorado, equilibrando o desejo de ajudar as famílias a ter filhos saudáveis com o possível impacto sobre as próprias crianças e a sociedade em geral", disse Lisa.

O resultado obtido nessa consulta pública deve ajudar na decisão sobre a legalização desse tipo de tratamento.