Bazinga! Nova abelha descoberta no Brasil homenageia Sheldon Cooper

Por Rafael Romer | 04 de Janeiro de 2013 às 20h12
photo_camera Reprodução

Uma nova espécie de abelha descoberta pelo biólogo e professor adjunto da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), André Nemésio, ganhou um nome bem conhecido pelos fãs da série de televisão The Big Bang Theory. Ela foi batizada de Euglossa bazinga, nome que homenageia Sheldon Cooper (Jim Parsons), personagem famoso por utilizar a expressão “Bazinga!” sempre que faz uma brincadeira para enganar alguém.

De acordo com Nemésio, a abelha-das-orquídeas enganou pesquisadores da área durante anos por se parecer com outra espécie do mesmo gênero, a Euglossa ignata. A descoberta foi publicada na revista especializada Zootaxa, em dezembro de 2012.

"Eu acompanho a série e sempre gostei muito! Eu queria fazer a homenagem ao Sheldon Cooper, mas sem cair no tradicionalismo de usar o nome dele latinizado”, conta o professor. Segundo ele, se a tradição da biologia fosse seguida, abelha seria chamada de Euglossa sheldoni. “Aí me deu o estalo de usar bazinga, uma palavra usada só por ele”, complementa.

Abelha bazinga

Euglossa bazinga (A e C) e Euglossa ignata (B e D). Foto: André Nemésio

O professor explica que durante muito tempo se pensou que as duas espécies eram a mesma abelha. A nova espécie é mais rara que a “irmã”, e só é conhecida na região norte do Mato Grosso, enquato a ignata é encontrada da América Central até o Rio de Janeiro. As principais diferenças entre as abelhas estão no tamanho, no comprimento da língua, coloração e formato de algumas estruturas do abdômen e pernas.

A notícia da descoberta da Bazinga chegou até o diretor executivo da série, Steven Molaro, que afirmou que as abelhas estão entre as criaturas voadoras preferidas de Sheldon, apesar de ser alérgico à sua picada.

Nemésio conta que não deu o nome com intenção de tornar a abelha famosa, mas ficaria feliz se ela fosse citada na série. “Seria algo realmente paradoxal. A ficção interferindo na realidade e vice-versa. Uma espécie de 'princípio da incerteza de Heisenberg'. A ficção deu origem ao nome de uma espécie real, que, por sua vez, poderia voltar a ser citada no programa fictício", diz, citando o princípio do físico alemão Werner Heisenberg, que afirma que nunca saberemos onde os elétrons de fato estão na órbita de um átomo, pois, ao estudá-los, interferimos em suas localizações. “Entendeu? Não? Bom, o Sheldon entenderia”, brinca.

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