Atividades sísmicas fazem autoridades da Islândia emitirem "alerta laranja"

Por Redação | 21.08.2014 às 08:35

As atividades sísmicas que vêm acontecendo na Islândia nos últimos dias aumentaram. Segundo dados do departamento de meteorologia do país, um terremoto de magnitude 4.5 atingiu a região nesta segunda-feira (18). Atividades dessa intensidade não aconteciam na região do vulcão gigante Bárðarbunga desde 1996 e autoridades emitiram "alerta laranja" indicando fortes indícios de que está ocorrendo movimentação de magma.

Além do risco de erupções de magma, o alerta sinaliza possíveis propagaçoes de cinzas e água glacial derretida. Apesar da baixa probabilidade de acontecer novamente um incidente como o de 2010 que afetou as rotas aeroviárias do mundo todo, pouco se sabe sobre os vulcões ativos. Para Dave McGarvie, professor de vulcanologia da Open University, o centro das atividades sísmicas estão suficientemente distantes do coração do maior vulcão do país, o que torna menos provável uma emissão de cinzas como a de 2010.

No entanto, pouco se sabe sobre os vulcões gigantes para garantir que eles não entrariam em erupção. Na hipótese dos tremores atingirem o epicentro do Bárðarbunga, a explosão poderia ser tamanha que faria o episódio de 2010 com o vulcão Eyjafjallajökull parecer pequeno.

Atividades históricas

O Bárðarbunga está abaixo de uma geleira e compõe o maior sistema de vulcões da Islândia com mais de 200 quilômetros de extensão. Na última vez em que entrou em erupção, em 1910, sua atividade foi amena. Já em 1477, sua erupção foi uma das maiores já registradas na história, atingindo o índice 6 de explosividade vulcânica (IEV), que vai de 0 a 8.

Vulcão islândia

Localização do vulcão gigante Bárðarbunga em meio ao conglomerado de vulcões no leste da Islândia

Em 1780, o vulcão Laki entrou em um processo de nível 6 e afetou a atmosfera a tal ponto que exterminou metade da população de animais pecuários e um quarto da população do país pela falta de alimento. Com as toxinas espalhadas para o sul, países como a Grã-Bretanha, França e até Egito sentiram seus efeitos nas colheitas na época.

Crise aérea

Além dos riscos à saúde, no mês em que o vulcão Eyjafjallajökull cobriu os céus de cinzas em 2010, milhares de rotas aéreas foram afetadas, o que causou um prejuízo de US$ 4,7 bilhões para a economia global.