Robótica a serviço da sobrevivência – agora com abelhas

Por Redação | 19.05.2014 às 14:10 - atualizado em 19.05.2014 às 17:28

As abelhas são extremamente importantes para o meio-ambiente. Não importa se você as acha bonitinhas ou as evita com medo de levar uma ferroada. A questão é a seguinte: o fim das abelhas pode muito bem significar o fim do mundo. Mas, como assim?

Pesquisadores da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, estimam que um terço dos alimentos consumidos pelo homem é diretamente dependente do papel das abelhas na natureza, e que elas são responsáveis pela polinização de 80% dos cultivos existentes. Logo, se as abelhas sumirem, um terço dos alimentos consumidos por nós também desaparece, e a polinização sofrerá uma baixa considerável.

Faz algum tempo que as abelhas começaram a desaparecer mundo afora. Pesquisas apontam que fungicidas, teoricamente inofensivos às abelhas, atuam fortemente no pólen, que é consumido por elas, fazendo com que elas fiquem vulneráveis a parasitas de um vírus conhecido causador do CCD ("Colony Collapse Disorder", ou Distúrbio do Colapso das Colônias, em tradução literal). O problema maior não provém somente de um único pesticida, mas de diversas combinações de agentes químicos que causam os efeitos mortais nos pequenos insetos.

Agora dê uma olhada neste comercial do Greenpeace que até parece filme de ficção científica criado para alertar as pessoas do fato de que as abelhas são seres cruciais para a sobrevivência de todas as espécies na Terra. O interessante é que o vídeo não está tão distante assim da nossa realidade. As abelhas podem entrar em extinção se não fizermos algo para frear essa matança. Os cientistas já estão trabalhando em uma forma de reposição desses seres há algum tempo. Confira abaixo:

De acordo com o Sploid, do Gizmodo, Cientistas da Universidade de Harvard já criaram uma versão alfa de abelhas robóticas. Apesar de não ser exatamente igual ao conceito do vídeo acima, é provável que dentro de alguns anos tenhamos um modelo ao menos parecido com o conceito original, devido aos constantes avanços em nanorrobótica. Mas também vale a pena começar a pensar em salvar as abelhas reais primeiro.

Veja a versão alfa, criada pelos cientistas de Harvard:

abelha alfa


Essa abelha é chamada de Mobee, abreviação de Monolithic Bee, e é fruto de um projeto de construção de micro-veículos aéreos que começou no início de 2009. Uma de suas funções não é só substituir as abelhas reais que possam ser extintas no futuro, mas também auxiliar as abelhas e os pássaros o mais rápido possível na polinização, como uma forma de apoio ao trabalho dos animais que são tão necessários para que nossos alimentos sejam produzidos. Consequentemente, a preocupação não é somente com a presença ou a falta de abelhas no planeta, mas também as consequências que a falta destes animais poderiam implicar sobre a vida na Terra como um todo.

Confira um vídeo da Mobee, direto dos laboratórios.

Relatórios também indicam o uso potencial dos pequenos insetos robóticos para vigilância e espionagem, portanto, se você já viu alguma mosca robótica com câmeras em algum filme na TV, prepare-se, pois muito provavelmente, você não saberá se a abelha robótica está polinizando o seu quintal ou espionando suas atividades diárias. Isso tudo depende, é claro, do projeto sair do laboratório e começar a ser usado por aí.