CES 2018: consórcio quer aumentar velocidade de recarga de dispositivos USB-C

Por Redação | 09 de Janeiro de 2018 às 13h05

Um dos grandes atributos das novas conexões USB-C é o fato de que simplesmente qualquer entrada é capaz de recarregar todo tipo de dispositivo, de notebooks a celulares e videogames. A velocidade com que isso acontece, entretanto, não é exatamente a desejada, principalmente em situações nas quais o usuário deseja apenas uma carga rápida. É uma dinâmica que o consórcio responsável da tecnologia deseja mudar agora.

Durante a CES 2018, a organização USB, que regula e padroniza as conexões, anunciou o Fast Charger Project, iniciativa que pretende aumentar o potencial energético dos acessórios ao mesmo tempo em que protege dispositivos contra danos elétricos. A ideia é garantir que a recarga por meio das portas do tipo C seja a mais veloz possível, de acordo com a categoria de cada aparelho conectado.

Esse esforço passa também por uma fase de certificação, com aparelhos de qualidade passando a serem verificados pelo consórcio. Isso se deve ao fato de o mercado ter sido invadido por carregadores, cabos e outros acessórios fabricados com pouco cuidado e que, como em qualquer outra indústria, podem acabar gerando danos aos dispositivos conectados.

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Aconteceu, por exemplo, quando um engenheiro da Google viu seu notebook queimar após ser conectado a outro pela porta USB-C para recarregamento. Ele estava utilizando um cabo de baixa qualidade que transmitiu mais energia do que o equipamento era capaz de suportar, uma situação que o consórcio, agora, promete erradicar com o uso de um sistema de criptografia.

A organização ainda estuda os padrões de qualidade necessários para que acessórios façam parte do Fast Charge Project. Uma vez atingidos, os parâmetros garantirão que a maior quantidade de energia possível seja transferida pelos cabos – caso contrário, esse potencial será limitado, de forma a proteger os envolvidos na operação.

Além disso, como objetivo secundário, o consórcio USB também estuda realizar a verificação de firmwares e outros elementos que possam ser usados em ataques cibernéticos. Mais uma vez, o intuito é garantir a integridade dos periféricos por meio de uma análise das permissões solicitadas por eles. Um pendrive, por exemplo, não tem nada a ver com os dados digitados pelo usuário, mas, caso tal acesso seja requisitado, ele será bloqueado por constituir um forte indício da presença de malwares.

Mas essa última questão é assunto para um segundo momento, já que, agora, a principal meta do consórcio é garantir maior comodidade aos usuários e, principalmente, o fim dos problemas relacionados ao carregamento, seja por energia a mais ou a menos. A iniciativa ainda não tem data para começar a ser aplicada, porém.

Fonte: CNET

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