CES 2015: Samsung afirma que Internet das Coisas não é mais ficção científica

Por Redação | 06 de Janeiro de 2015 às 11h10

A CES 2015 já começou em Las Vegas, nos Estados Unidos, e mais uma vez a Internet das Coisas tem grande destaque. Pelo menos essa é a visão da Samsung, que dedicou boa parte de sua conferência de abertura do evento à tendência. Para o CEO BK Yoon, a ideia não é mais algo que faz parte de um futuro distante, mas sim uma tecnologia que deve começar a dar as caras com bastante força ainda em 2015.

O executivo lembrou que já existem muitos dispositivos com sensores, processadores e todo tipo de fim já no mercado. Com base nessa afirmação, a Samsung pensa em conectar absolutamente todos os aspectos da vida dos usuários, não investindo apenas nas ideias que já são tradicionais nesse segmento, como um ajuste online de temperatura ou geladeiras que fazem compras sozinhas. No palco, o executivo comentou que até mesmo cadeiras podem fazer parte da Internet das Coisas, detectando a chegada de um usuário e preparando o computador e outros dispositivos.

E é justamente pensando nisso que a empresa anunciou um novo serviço de assinaturas, criado em parceria com a SmartThings. A partir de um projeto que começou no Kickstarter, a Samsung revelou junto com o diretor da startup, Alex Hawkinson, um sistema de notificações e funcionamento automático dos mais diversos aspectos da casa.

Apesar de semelhante a outras soluções disponíveis na CES, a ideia da marca coreana é se diferenciar por meio dos alertas. Com um investimento de US$ 100 milhões, a empresa está trabalhando com desenvolvedores em um sistema capaz de, por exemplo, informar ao morador que ele se esqueceu de trancar a porta de casa, quando o gato utiliza a caixa de areia ou manter uma planilha de horários de entrada e saída dos filhos. O objetivo é automatizar o que é possível e facilitar a vida do usuário naquelas atividades que dependem de sua intervenção.

Obviamente, tudo funciona a partir de aplicativos para celulares e tablets. Além disso, há grande foco na comunidade de desenvolvedores, na qual é direcionada boa parte do investimento. Neste caso, a ideia não é limitar a escolha de dispositivos para o consumidor, mas sim permitir que todos eles funcionem entre si, independentemente da escolha de marcas ou sistemas.

É uma abordagem quase como a de código aberto, que vemos por aí em navegadores de internet, e algo inusitado para uma empresa do tamanho da Samsung. No palco, a fabricante coreana assumiu o compromisso de que todos os seus produtos para a Internet das Coisas serão capazes de funcionar em qualquer plataforma, e começou a demonstrar isso ao vivo.

O vice-presidente da BMW, Elmar Frickenstein, mostrou como as soluções da Samsung funcionarão em sistemas automotivos da montadora. Um smartwatch, por exemplo, poderia ligar o carro à distância e deixa-lo pronto para a viagem de volta para casa. O mesmo vale para outras companhias, e a empresa fez questão de mostrar que cada uma delas funciona com sistemas e plataformas completamente diferentes.

Olhando por cima, parece mais do mesmo, mas uma iniciativa realmente integrada é o que falta para que a Internet das Coisas funcione da maneira como foi imaginada. Como afirma o Consumerist, a plateia de jornalistas presentes não se impressionou, mas também não saiu de lá reclamando. O único aspecto negativo parece ter sido a grande quantidade de referências ao filme “De Volta Para o Futuro II”, uma piada sobre 2015 que parece já estar se esgotando.

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