CES 2014: Australiana quer ensinar engenharia e robótica para mulheres

Por Redação | 09 de Janeiro de 2014 às 11h40
photo_camera Divulgação

Em meio às TVs de ultra-definição e produtos high-tech para lá de futuristas, ganham destaque nos corredores da CES 2014 as invenções criativas e visionárias de novos desenvolvedores de várias partes do mundo. Uma dessas pessoas é a australiana Marita Cheng, uma jovem de 24 anos que participou do estande da startup Eureka Park durante a maior feira de tecnologia do mundo, em Las Vegas.

Filha de pais chineses, Cheng é considerada uma das cientistas mais brilhantes da Austrália. Desde pequena, a garota tinha o sonho de transformar os robôs em acessórios indispensáveis no dia a dia dos usuários. Mais do que isso, sua visão e liderança se dedicavam a incentivar jovens a se interessar por engenharia, principalmente as mulheres – na Austrália, apenas 11% das vagas para engenheiros são preenchidas pelo sexo feminino, como informa a CNN.

A resposta veio em julho de 2008 quando Cheng criou o centro de estudo Robogals Global, que privilegia as mulheres que estudam ou pretendem entrar no mercado de robótica. Pouco mais de quatro anos depois, a organização se expandiu para a Grã-Bretanha, Estados Unidos e Japão, e possui mais de 8.000 alunas que participam de oficinas escolares, palestras e eventos sobre robótica e tecnologia.

Cheng foi tão determinada em ensinar engenharia para mulheres que levou sete anos para completar seu bacharelado em engenharia elétrica. No entanto, o projeto de Cheng deu tão certo que ela foi eleita em 2012 como a "Jovem Australiana do Ano", um dos prêmios mais importantes do país que já condecorou nomes como Jessica Watson, a pessoa mais jovem a velejar sozinha ao redor do mundo, e o nadador olímpico Ian Thorpe.

Bom, e o que Marita estava fazendo lá na CES? Apresentando robôs, é claro. Ela fez demonstrações de três braços robóticos equipados com câmeras e controlados por dispositivos iOS. O objetivo é aperfeiçoar essas máquinas para pessoas com mobilidade limitada ou necessidades especiais, permitindo que, através de um tablet ou smartphone, seja possível apertar um único botão para realizar comandos pré-determinados (como pegar um objeto e colocá-lo em outro recipiente, por exemplo).

"Estes tipos de robôs já existem, mas queremos tornar seu uso mais fácil para que as pessoas possam utilizá-los todos os dias", explica ao site VentureBeat. "Um aplicativo de smartphone oferece muito mais controle, não apenas cima-baixo, esquerda-direita". Cheng ainda considera a ideia de adaptar o sistema para que comandos de voz também possam ser usados nos robôs, mas afirma que é uma ténica bastante complexa.

Além de iPads e iPhones, o app em questão ganhará uma versão para aparelhos Android. Cheng também se mostrou animada com as possíveis integrações do serviço com outros gadgets, como óculos inteligentes. De acordo com a australiana, será possível que uma pessoa com deficiência realize qualquer tarefa usando apenas uma combinação de movimentos dos olhos e da fala.

O braço robótico ainda está em fase de testes, mas Martia garante que ele chegará ao mercado por um preço acessível ao consumidor.

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