Sistema permite que deficientes auditivos controlem speakers inteligentes

Por Patrícia Gnipper | 20 de Julho de 2018 às 07h27
photo_camera The Verge

Apesar de ainda não terem "explodido" no Brasil, os alto-falantes inteligentes, equipados com assistentes de voz, já são uma febre "na gringa". Contudo, a novidade tecnológica, que ajuda muita gente em suas atividades do dia a dia, acaba excluindo uma parcela da população: os deficientes auditivos. Por isso, um cientista da computação decidiu criar uma solução para que esse público possa acompanhar a última tendência do universo da tecnologia.

Abhishek Singh criou um aplicativo web que usa uma câmera para "ler" a linguagem de sinais do usuário, traduzindo seus gestos para palavras, que são compreendidas pelo Echo, alto-falante inteligente da Amazon. Então, quando a assistente Alexa responde ao comando, o processo é reproduzido ao contrário, exibindo a mensagem digitada em uma tela.

Na verdade, a Amazon já havia pensado nas pessoas com deficiência auditiva quando lançou o Echo Show, que conta com um display integrado e pode exibir mensagens na tela. Contudo, essa ideia acabou sendo apenas um paliativo, não permitindo uma conversa verdadeiramente fluida entre o usuário e a Alexa por meio da linguagem de sinais.

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"Se esses dispositivos se tornarem uma central na interação com nossas casas, ou na realização de tarefas, então devemos pensar naqueles que não podem ouvir ou falar. O design perfeito precisa ser inclusivo", opina Singh.

Para construir seu sistema, o cientista treinou uma inteligência artificial usando a plataforma de aprendizado de máquina TensorFlow, usando sua webcam para ensinar à IA a linguagem de sinais. Então, Singh adicionou os recursos de conversão de texto em fala da Google para fazer a tradução entre os sinais e a palavra falada.

Contudo, ele não tem a ambição de lucrar com sua invenção. Na verdade, Singh espera que a Amazon (e demais fabricantes de alto-falantes inteligentes, como Google e Apple) reconheçam a necessidade de oferecer produtos que compreendam a linguagem de sinais, abrangendo, portanto, deficientes auditivos em seu público-alvo.

Fonte: Fast Company

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