Volkswagen vai investir em carros elétricos e movidos a diesel

Por Redação | 17 de Outubro de 2015 às 10h56
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A Volkswagen anunciou nesta semana um plano de reestruturação que vai impactar não apenas sua rede de negócios, mas também os futuros automóveis da montadora alemã.

Uma das mudanças é a fabricação de mais modelos equipados com a opção de combustível a diesel - uma manobra para reduzir o número de poluentes dos carros atuais disponíveis na empresa. Além disso, a corporação vai apostar em veículos elétricos com uma maior autonomia, que poderão garantir que o motorista percorra grandes trajetos com apenas uma carga.

"A marca Volkswagen se reorienta para o futuro. Seremos mais eficientes, reorganizaremos nossa gama de produção e nossas tecnologias de ponta e, em combinação com a aceleração de medidas de eficiência, teremos mais espaço para as tecnologias mais modernas", afirmou Herbet Diess, presidente da empresa.

A Volkswagen também revelou que vai reduzir em 1 bilhão de euros por ano os investimentos previstos para a marca. Atualmente, a montadora emprega 600 mil funcionários em todo o mundo.

Dieselgate

A decisão de investir mais em modelos a diesel não vem por um acaso. Em 22 de setembro deste ano, a companhia admitiu ter instalado um software que falsificava os dados de emissões poluentes em 11 milhões de veículos a diesel de várias de suas 12 marcas. O escândalo, batizado lá fora de "dieselgate", veio a público no dia 17 daquele mês, quando o governo americano denunciou a fraude em 500 mil veículos vendidos no país, mas as suspeitas começaram em 2009.

Segundo a investigação, o software era capaz de forjar os dados de emissão de poluentes apenas quando os carros são testados, para que sejam atendidos os níveis exigidos nos Estados Unidos. O Ministério dos Transportes da Alemanha negou que tinha conhecimento sobre a tecnologia usada pela Volkswagen para fraudar os testes de emissões de poluentes, apesar de reconhecer que sabia de uma diferença entre "testes" e emissões nas ruas.

Um dia depois da companhia se posicionar sobre a situação, em 23 de setembro, o então presidente-executivo da Volkswagen, Martin Winterkorn, de 68 anos, renunciou o cargo. Ele estava à frente da empresa desde 2007. O caso será alvo de investigação criminal na Alemanha e nos EUA, e também será investigado na Coreia do Sul.

Fontes: SlashGear, Forbes, Yahoo! Notícias

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