Volkswagen está convertendo Fuscas em carros elétricos

Por Felipe Ribeiro | 06 de Setembro de 2019 às 12h58
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Muito embora a Volkswagen tenha encerrado a produção dos atuais Fuscas esportivos (feitos com o mesmo motor do Golf), os planos da montadora para seu mais icônico veículo não estão de todo encerrados. Em parceria com a empresa alemã de conversão de veículos elétricos eClassics, a VW deu início a um plano de eletrificar Fuscas com motores desse tipo e transmissões modernas. O primeiro que eles estão mostrando é um "Super Beetle" (ou Super Fusca) conversível de 1973.

Algo que intriga é como a conversão é feita. Ao contrário de outras conversões vintage existentes por aí, esta aqui usa o sistema de transmissão do e-Up, um carro elétrico já popular da montadora alemã. Pelo que é possível ver nas imagens, todo o trem de força transversal foi colocado para a parte traseira do chassi do Fusca, substituindo toda a configuração longitudinal do eixo e do motor.

Em comparação com outras conversões elétricas do Fusca, a instalação da bateria é significativamente melhor. Ao invés de usar o espaço de um eventual porta-malas dianteiro (ou traseiro), as baterias foram integradas ao chassi da plataforma Fusca. Ao todo são 14 módulos, cada um produzindo 2,6 kWh, totalizando 36,4 kWh.

Imagem: Volkswagen

Desempenho e autonomia

O motor elétrico produz pouco mais de 80cv de potência, o que é fantástico em tratando-se de um Fusca, que tinha por volta de 45cv. Mesmo pesando 1.279 kgs (quase 500 kgs a mais do que um modelo tradicional), ele é capaz de alcançar os 80km/h em menos de quatro segundos e sua velocidade máxima foi para 93 km/h, melhor do que o original também.

A autonomia das 14 baterias é de cerca de 240 quilômetros, um pouco menos do que o elétrico mais vendido do mundo, o Nissan Leaf. Nada mal, principalmente se considerarmos que se trata de um carro da década de 1930 convertido — este, em específico, da década de 1970.

A Volkswagen ainda não divulgou informações sobre preços ou disponibilidade para o serviço de conversão, mas, com base na qualidade deste trabalho, na restauração e nas alterações significativas feitas no chassi, deve custar o olho da cara.

Fonte: Jalopnik

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