Uber quer usar apenas veículos elétricos até 2040

Por Felipe Demartini | 09 de Setembro de 2020 às 12h32
Divulgação/Uber
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A Uber quer ter uma frota de carros 100% elétrica até 2040. Essa foi a meta firmada pela companhia para toda sua operação global, enquanto na Europa, Canadá e Estados Unidos, esse prazo é menor e se encerra em 2030. De forma a garantir uma mudança em 10 anos, a empresa também está anunciando que, desde já, motoristas que utilizarem veículos desse tipo receberão um extra a cada corrida realizada.

A campanha “Uber Green” começa a valer já nesta quarta-feira (08) em 15 cidades americanas e do Canadá. Motoristas que tiverem carros híbridos ou com tecnologia elétrica receberão US$ 0,50 a cada corrida realizada, enquanto aqueles cujos carros rodarem a bateria terão mais US$ 1 adicionado ao valor final das viagens, com um pagamento extra que pode chegar a US$ 1,50 caso os parceiros sigam todos os requisitos do programa de conversão.

Entretanto, as viagens com veículos elétricos também se tornarão mais caras para os passageiros, com a Uber incluindo uma nova categoria de viagens apenas com eles, que terão uma taxa adicional de US$ 1. A cobrança, apesar de ser um caminho para reduzir o número de pedidos exclusivos para carros elétricos, foi citada pela Uber como uma medida necessária para auxiliar a transição, uma vez que a própria empresa já está investindo US$ 800 milhões em programas de incentivo no Canadá, Europa e Estados Unidos para incentivar motoristas a trocarem de carro por um elétrico.

Essa é uma medida já antiga, anunciada no último ano, e que tem como meta ampliar significativamente o número de veículos “verdes” até 2025. Além disso, e por mais que o Uber incentive seus parceiros a trocarem de carro e acredite que a mudança total vá acontecer até 2040, não há intenção, por enquanto, de deixar de fora da plataforma os motoristas que ainda estiverem usando veículos a combustão daqui a 20 anos. A ideia, na realidade, é que eles não terão opção, com a transição acontecendo de forma gradual na medida em que mais máquinas do tipo cheguem ao mercado, acompanhando legislações e normas que, também, vão inverter essa balança.

Também por isso, a Uber anunciou parcerias com montadoras, locadoras de carros, empresas de recarregamento de baterias, oficinas e demais companhias envolvidas em operações de transporte para auxiliar os motoristas na transição, entregando a infraestrutura e dando o suporte necessário para a mudança. O ideal ecológico não se aplica apenas aos veículos em si, com a marca afirmando que deseja zerar suas emissões de carbono, também, até 2040.

Desde já, algumas destas iniciativas foram anunciadas, como uniões com a General Motors e Renault-Nissan na Europa, EUA e Canadá para oferecer descontos a parceiros na compra de veículos elétricos, enquanto a Avis fará o mesmo na locação para parceiros da plataforma. Além disso, a Uber anunciou parcerias com governos municipais como os de Londres, onde um extra de US$ 0,19 foi adicionado às corridas para compor um fundo que, em alguns anos, servirá para subsidiar a compra de carros movidos a eletricidade para os parceiros da cidade, onde pretende ter uma frota 100% desse tipo até 2025.

A meta é ambiciosa e acompanha legislações federais que também estão em andamento. Além disso, como aponta a imprensa internacional, também se trata de um tema de marketing e de uma competição velada entre as empresas de transporte, que correm para ver quem vai se tornar totalmente verde primeiro. Se você achou a meta da Uber ambiciosa, leve em conta a da Lyft, que anunciou um ideal 100% elétrico até o final de 2030 em toda sua operação global — que é bem menor que a da Uber, é verdade, mas não menos desafiadora.

Fonte: Uber

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