Carro elétrico Tesla Model 3 se revela cada vez mais problemático

Por Redação | 09 de Abril de 2016 às 12h00
photo_camera Reprodução/BGS

Depois que o milionário Elon Musk anunciou o lançamento do novo carro elétrico Tesla Model 3, os compradores vêm recebendo um balde de água fria atrás do outro.

Depois de descobrir que o recurso de piloto automático pode não funcionar na maioria dos Estados brasileiros e do próprio Estados Unidos, os interessados em adquirir um Model 3 também não estão muito certos sobre o que vem em cada pacote do carro, ou quando ele vai chegar.

Mesmo com as reservas disponíveis e algumas opções do Model 3 para escolha no site, as descrições e informações sobre cada modelo do carro mudam constantemente Por exemplo, o recurso de "super-carregamento", antigamente listado com componente padrão do Tesla Model 3, agora é opcional, o que significa que talvez os compradores terão que pagar para tê-lo. O site Electrek também afirma que a Tesla deu para trás em várias declarações iniciais sobre o carro.

Inicialmente, o veículo era descrito como "Ranking cinco estrelas de segurança em todas as categorias". Agora, ele é descrito apenas como "Feito para segurança". Em segundo lugar, antigamente o Model 3 iria ter "recursos de segurança para auto-piloto", e agora o site oficial diz apenas que o carro terá "hardware para auto-piloto".

A razão para todas essas pequenas mudanças provavelmente tem a ver com o fato da Tesla não querer se comprometer com algo que não pode cumprir.

Outro grande problema é que tudo indica que a Tesla não será capaz de entregar no prazo todos os carros reservados. Em 2015, a empresa diz ter entregue 50 mil carros em todo o mundo, número tido como capacidade máxima produção dos veículos por ano. Até o momento, o novo carro da Tesla já tem mais de 325 mil reservas em todo o mundo, que só deve chegar ao mercado em 2018.

A Gigafactory, fábrica de baterias da Tesla em parceria com a Panasonic localizada em Nevada, nos Estados Unidos, deve aumentar a produção para conseguir entregar as encomendas. Para isso, no final do ano passado a empresa deveria contar com 700 empregados trabalhando à todo vapor, mas até agora o número é de apenas 300.

De todo modo, a esperança é a última que morre.

Via BGR

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