Tesla está sendo investigada por não ter revelado acidente fatal aos acionistas

Por Redação | 11.07.2016 às 22:57

De acordo com um relatório divulgado nesta segunda-feira (11) pelo Wall Street Journal, a Securities and Exchange Commission (SEC) está investigando a Tesla Motors. Para as autoridades norte-americanas, a montadora falhou ao não comunicar a tempo os investidores sobre o acidente fatal relacionado ao uso do piloto automático de seu Model S, caso que se tornou público apenas recentemente.

No dia 7 de maio, um motorista de 40 anos acabou morrendo em uma colisão com um caminhão em uma estrada na Flórida, Estados Unidos. Durante o acidente, o condutor estava com o recurso de piloto automático em funcionamento, demonstrando falha no sistema da companhia. Segundo algumas informações, no momento da batida a Tesla soube sobre a colisão, mas alertou os investigadores de segurança automotiva sobre o caso apenas no dia 16 de maio.

Apesar de ter repassado as informações, a acusação é de que a Tesla não divulgou o acidente aos investidores antes de fechar uma venda de ações no valor de US$ 2 bilhões – o que a SEC está considerando desonesto, já que os executivos efetuaram as transações confiando na segurança da tecnologia. Como resposta sobre o assunto, a montadora afirmou que quando contatou os investigadores sobre o acidente, em 16 de maio, tinha apenas começado a sua própria investigação interna.

De acordo com a companhia, a extensão dos danos ao veículo acabou limitando a capacidade de recuperar os dados remotamente, e que, portanto, um investigador da própria Tesla acabou conseguindo viajar para a Flórida apenas no dia 18 de maio para inspecionar o carro e o local do acidente. Ainda segundo a Tesla, uma semana a mais foi necessária para o reconhecimento oficial do acidente, já que a revisão dos relatórios foi concluída somente durante a última semana de maio.

As investigações por parte da SEC ainda estão em fase inicial. Em comunicado, a Tesla afirmou que até o momento não recebeu notificações por parte do órgão regulador.

Fonte: Reuters