Tesla adota novo modelo e permite que compradores paguem por bateria maior

Por Redação | 05 de Maio de 2016 às 18h54

Um modelo conhecido dos fãs do video game parece estar sendo aplicado pela Tesla em seus veículos. A fabricante de carros elétricos anunciou a possibilidade de um upgrade inusitado para os proprietários da versão atualizada do Model S 70, lançado em abril – a possibilidade de pagar US$ 3.250 mil para “habilitar” uma potência extra para a bateria, que garante uma autonomia adicional de 30,5 quilômetros.

A novidade foi revelada nesta semana e não havia sido informada aos compradores do modelo que chegou aos Estados Unidos no último mês. Entretanto, a ideia que a Tesla quer passar não é de que os clientes devem pagar “a mais” por uma guinada extra na bateria, e sim que eles pagaram menos do que um modelo completo, como acontece na indústria automotiva de hoje, onde, por exemplo, uma máquina sem ar condicionado custa menos do que a que inclui o acessório.

A diferença, aqui, porém, é que a autonomia extra não requer nenhum tipo de alteração física ou a instalação de novas peças, como no caso dos adicionais tradicionais aos carros. A célula, em si, é a mesma em todos os Model S 70, com a diferença de que algumas possuem esse potencial “desbloqueado”. Para a empresa, é uma forma de oferecer diferenciais e extras em a necessidade de criar novas peças ou fabricar diversas versões diferentes de um mesmo carro.

A partir desta semana, a Tesla passa a vender duas versões do Model S 70. Por US$ 74 mil, o cliente leva o carro com a bateria “completa”, com 75 kWh. Caso não precise da autonomia extra, entretanto, pode optar por pagar menos e comprar o carro por US$ 71 mil, valor que vinha sendo praticado desde o lançamento atualizado.

De forma a não alienar ninguém – e, claro, evitar problemas –, a fabricante decidiu estender a oferta de upgrade também aos atuais donos do modelo – mas quem já o comprou até o dia 4 de maio não precisa pagar os US$ 250 adicionais pela liberação. E, no que chama mais a atenção, nem mesmo é preciso levar o carro para a oficina. Basta uma atualização, feita por meio de uma conexão Wi-Fi, para que o potencial completo da bateria seja desbloqueado.

Não é a primeira vez que a Tesla faz algo desse tipo, entretanto. Em 2013, a empresa fez exatamente o mesmo com o Model S, que trazia célular de 60 kWh limitadas a 40 kWh, com o potencial adicional sendo liberado por meio de um pagamento de US$ 8,5 mil. Entretanto, na época, essa melhoria foi divulgada como uma maneira de adicionar valor aos compradores de um modelo que não teve uma performance tão boa assim no mercado, e acabou sendo descontinuado.

Além disso, outras ofertas semelhantes, mas em nível de software, também são oferecidas pela Tesla. Em alguns modelos, por exemplo, é possível pagar US$ 3 mil adicionais para liberar as capacidades de direção semi-autônoma do carro – que controla coisas como a velocidade e mantém o carro automaticamente na faixa. De vez em quando, ainda, a empresa oferece testes gratuitos de algumas semanas ou até mesmo um mês, de forma a atrair novos clientes – sim, da mesma forma que o Netflix.

Fonte: The Verge