Sistema autônomo da Tesla causa 42% menos acidentes, diz empresa

Por Wagner Wakka | 08 de Outubro de 2018 às 08h05
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Os carros autônomos estão sendo colocados à prova em todo o mundo. Tanto Uber, quanto Amazon e outras gigantes estão apanhando para provar que seu carro é confiável. Outra empresa que vem sendo testada é a Tesla, que defendeu com unhas e dentes o seu sistema Autopilot em relatório de segurança de veículos publicado recentemente. Esta é a primeira vez que a empresa cita o Autopilot, seu sistema de controle autônomo de carros.

O sucinto documento publicado na página oficial da empresa informa que foi registrado um “evento próximo a batida ou acidente” para cada 3,34 milhões de milhas rodadas. Em contrapartida, segundo números do relatório, acidentes de carros da empresa sem o Autopilot ficam na casa de um para 1,92 milhões.

Ou seja, na mesma comparação, a quantidade de acidentes e batidas é 42,51% menor quando se tem a direção autônoma pela comparação da Tesla.

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Ainda, um levantamento da National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA), órgão que regula tráfego nos Estados Unidos, são registrados um caso de acidente de fato a cada 492 mil milhas percorridas. “Enquanto o NHTSA leva em conta acidentes que aconteceram, nossos registros incluem acidentes, bem como aqueles que passaram perto de acontecer (o que nós chamamos de evento próximo a batida)”, aponta o relatório.

Carro é capaz de fazer algumas funções sozinhas como trocar de faixa e estacionar. (Foto: Divulgação/Tesla)

Ainda, a empresa promete melhorar o seu relacionamento com clientes que se acidentaram com o sistema. Além de procurar saber se a pessoa precisa de assistência médica urgente, a empresa também vai buscar entender como o carro reagiu ao acidente e o que poderia modificar para evitá-lo.

A Tesla promete passar a emitir relatórios trimestrais sobre o sistema, baseando-se na metodologia de acidentes por milha rodada.

Passado

Desde 2016, a Tesla derrapa em casos de acidente de seus veículos com o Autopilot. O primeiro caso fatal aconteceu nos Estados Unidos, quando do detectores não reconheceram a presença de um enorme caminhão, causando uma colisão em alta velocidade.

Este ano, ao menos dois casos graves foram registrados. Em agosto, a companhia disse que havia chegado a um novo nível de qualidade do sistema e passou a oferecer um teste gratuito de 14 dias para seus clientes com a tecnologia.

Na época, o CEO da empresa, Elon Musk, disse que novidades estavam por vir. Ainda, é importante lembrar que o sistema não é completamente independente do motorista, de forma que é preciso continuar com as mãos ao volante mesmo com o Autopilot ligado. Assim, o dispositivo também é capaz de ajudar o motorista a manter o carro na pista, controlar a velocidade de acordo com a via e com outros veículos em volta, bem como estacionar automaticamente em quaisquer tipos de vagas.

Fonte: Tesla

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